Gurgel pede ao STJ que mantenha Arruda preso

Gurgel pede ao STJ que mantenha Arruda preso

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, quer o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) preso por mais tempo e pretende ouvi-lo sobre as irregularidades ocorridas no governo do Distrito Federal. Arruda está preso na Superintendência da Polícia Federal desde 11 de fevereiro e, segundo o procurador, ainda não pode ser solto, sob pena de atrapalhar as investigações.

Mariângela Gallucci / BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

24 de março de 2010 | 00h00

Numa petição encaminhada nesta semana ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), Gurgel e a subprocuradora-geral da República Raquel Dodge pedem agilidade nas apurações. De acordo com eles, é necessário que as investigações sejam feitas rapidamente "para evitar o desaparecimento de vestígios dos crimes, dar concretude à persecução penal dos responsáveis por infrações, evitando a prescrição, bem como exonerar aqueles que não têm participação em empreitada criminosa investigada".

Além de Arruda, o Ministério Público Federal quer que sejam interrogados o ex-vice-governador Paulo Octávio, o delator do esquema, Durval Barbosa, e outros suspeitos de envolvimento, como o ex-secretário de Comunicação Welington Moraes.

"As diligências relativas à prova da materialidade dos crimes e de sua autoria não podem demorar, sob pena de comprometer o resultado da investigação", afirmam Gurgel e Raquel na petição. "Há, ainda, quebras de sigilo bancário e fiscal em curso, que precisam ser concluídas com brevidade, assim como a análise de documentos contábeis já entregues por Durval Barbosa."

Sobre o pedido da defesa de Arruda para que ele seja solto, Gurgel discorda. "Afastado ou deixando o cargo de governador, Arruda continua em condições de influir negativamente na produção da prova", afirmou. "Quem já tentou da forma que tentou corromper testemunha é capaz de qualquer coisa." Gurgel acrescentou que não é prioridade do Ministério Público o local onde Arruda ficará preso.

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