Há 24 citados com apenas uma ação judicial

Parte dos parlamentares alega que houve erro formal na prestação de contas, que já teria sido corrigido

Moacir Assunção e Lucas de Abreu Maia, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2010 | 00h00

A lista de deputados estaduais paulistas citados com um processo tem 24 parlamentares.

Adriano Diogo (PT) justificou-se dizendo que seu processo no Tribunal de Justiça (TJ) foi a respeito "de uma decisão administrativa de criar o Piscinão de Guaianases". A assessoria de Davi Zaia (PPS) informou que o processo que o deputado responde está em fase final. "A própria Procuradoria de Justiça que moveu a ação se manifestou nos autos pela absolvição." Otoniel Lima (PRB) afirmou que o processo contra ele no TJ continua correndo porque houve recurso do Ministério Público. "Nunca tive parente em meu gabinete."

Ricardo Montoro (PSDB) informou que seu processo no Tribunal Regional Federal (TRF) refere-se à dívida fiscal de uma empresa da qual ele era sócio minoritário. "O débito em questão foi parcelado e está sendo pago", disse. A assessoria de Samuel Moreira (PSDB) explicou que não há nenhuma condenação em definitivo nas ações que o envolvem na época em que era prefeito de Registro - ele está recorrendo. A assessoria de José Bruno (DEM) explicou que seu processo no Tribunal de Contas do Estado (TCE) já foi arquivado.

Aldo Demarchi (DEM) atribuiu a desaprovação de suas contas a um erro - segundo ele, seu processo foi arquivado. Já a assessoria de Beth Sahão (PT) afirmou que houve um erro formal, mas a questão está sob judice no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Edmir Chedid (DEM) disse que o processo de rejeição de suas contas foi arquivado. Mesma justificativa deram Hamílton Pereira (PT) e Feliciano Filho (PV).

A assessoria de Haifa Madi (PDT) informou que seu processo se refere a um erro de prestação de contas de campanha - o qual, afirmou, foi sanado com a apresentação de documentos no recurso que aguarda apreciação do TSE. Raul Marcelo (PSOL) também atribuiu seu processo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a um erro na prestação de contas. "O processo foi arquivado e não gera mais efeito."

Olímpio Gomes (PDT) disse que a situação no TRE já foi regularizada e o processo, arquivado. O mesmo respondeu Luiz Carlos Gondim (PPS). "As irregularidades na prestação de contas da campanha eleitoral de 2002 foram causadas por erro de digitação do contador, gerando uma diferença de R$ 18,15 entre a receita e despesa da campanha."

A assessoria de Ed Thomas (PSB) alegou que o parlamentar não responde a nenhum processo - a informação no site da Transparência estaria "equivocada" e a ONG, informada sobre o suposto erro. Uebe Rezeck (PMDB) e Ana do Carmo (PT) não retornaram as ligações. José Augusto (PSDB) e José Bittencourt (PDT) não foram encontrados. Os processos de Marco Porta (PSB), Marcos Martins (PT), Sidney Beraldo (PSDB) e Roberto Felício (PT) foram arquivados pela Justiça Eleitoral.

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