'Há 99% de chances de caixa-preta do voo 447 estar na cauda', diz associação

Anúncio de que objeto foi encontrado elevou expectativas; associação de familiares faz reivindicações à França

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

12 Abril 2011 | 14h59

SÃO PAULO - Depois de uma reunião com o Escritório de Investigação e Análise (BEA, na sigla em francês), o presidente da Associação das Famílias das Vítimas, Nelson Faria Marinho, afirmou que "há 99% de chances de as caixas-pretas do voo serem retiradas junto com a cauda da aeronave". Isso porque, em qualquer avião, as caixas ficam instaladas nessa parte traseira da aeronave, que já foi identificada pelos robôs submarinos nas buscas, encerradas semana passada.

 

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"É difícil que as caixas tenham saído de lá, porque ficam parafusadas", disse Marinho. "Mas só vamos ter certeza quando a cauda for retirada do fundo do mar". Dentro de três a quatro semanas, começa a operação de resgate das peças, que deve ser concluída até o dia 15 de junho. Os corpos localizados também serão recolhidos.

 

Agora, a associação discute com o BEA para onde vão os destroços e os corpos. O governo francês quer que tudo seja mandado para a França, onde as caixas-pretas seriam analisadas e os corpos, exumados.

 

"É um absurdo. Pernambuco tem um Instituto Médico Legal que poderia muito bem analisar o DNA dos corpos. E as caixas-pretas deveriam ser mandadas para um país neutro, como os Estados Unidos ou a Alemanha. A França é a fabricante do avião e dona da Air France, ela é parcial nessa investigação", afirma Nelson Faria Marinho, que deve se reunir com a presidente Dilma Rousseff na próxima semana para pedir a intervenção do governo no assunto.

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