Há aval das autoridades para atuação das milícias no Rio, diz Anistia

Organização confirmou convite para saída do deputado Marcelo Freixo, ameaçado de morte no Brasil

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2011 | 19h13

RIO - O pesquisador sobre o Brasil para a Anistia Internacional, Tim Cahill, apontou que há o aval ou negligência das autoridades para a atuação das milícias no Rio. Ele definiu como preocupante a situação do deputado Marcelo Freixo, que deixou o País nesta terça-feira, 1.º, ameaçado de morte.

Em nota, a entidade confirmou que convidou o parlamentar para visitar a Europa junto com a organização não governamental Front Line Defenders, que providencia proteção aos militantes pelos direitos humanos.

"Não é a primeira vez que vemos criminalidade tão ampla dentro da polícia no Brasil. É uma realidade extremamente preocupante, porque (a milícia) existe com o aval ou a negligência das autoridades. A origem deles (milicianos) são as estruturas do Estado", afirmou Cahill.

A assessoria de Freixo divulgou os informes das ameaças de morte ao deputado desde 2008, ano de implantação da CPI das Milícias. Apontado pelo Ministério Público como "um dos mais virulentos homicidas" da milícia Liga da Justiça, o miliciano Carlos Ari Ribeiro, o Carlão, aparece em várias denúncias.

Ex-policial, ele fugiu do Batalhão Especial Prisional (BEP) em setembro. Segundo informações da Inteligência da PM, Carlão recebeu R$ 400 mil para executar o parlamentar. Nesta terça, a Secretaria de Segurança Pública do Rio informou que desde 2009 existe um inquérito para apurar as ameaças a Freixo.

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