´Há problemas de gestão no setor aéreo´, diz Mares Guia

O ministro do Turismo e futuro ministro de Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, declarou nesta quarta-feira, 21, que o setor aéreo brasileiro não sofre uma crise nos últimos meses, mas problemas de gestão das empresas aéreas e também na administração de dados pelo governo."Crise é quando há algo de difícil solução e nós não temos uma crise engendrada, mas temos alguns problemas. Não quero dar a impressão que as coisas estão uma maravilha, pelo contrário, houve falhas e já foram detectadas e estão sendo resolvidas", declarou, em entrevista coletiva, após participar do "Fórum PANROTAS Tendências do Turismo 2007", na sede da Fecomércio, em São Paulo.De acordo com Mares Guia, os problemas do setor começaram no ano passado com a suspensão de vôos pela Varig, tiveram seqüências após o desastre da Gol que levou uma série de controladores de vôo a se afastarem do cargo para a investigação do acidente, continuaram com outros controladores pedindo licença médica e culminou com problemas em seis aeronaves da TAM. Agora, no último domingo, 18, o ministro argumentou ter havido problemas em equipamentos do Centro de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta-1), em Brasília, e ao mesmo tempo, os problemas de chuvas em São Paulo, onde, no Aeroporto de Congonhas, uma das pistas passa por reforma. "Congonhas é igual fileira de dominós: você derruba um caem todas; paralisou Congonhas, todos os aeroportos do País são afetados", justificou.Mares Guia, insistiu que o Ministério da Defesa, Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a própria Policia Federal investigam, neste momento, as falhas ocorridas no Cindacta-1 e que seria precipitado tirar alguma conclusão neste momento. Admitiu, entretanto, que os órgãos do governo também enfrentam dificuldades na transferência e gestão de informações e que, por isso, a própria administração pública vai aperfeiçoar seus sistemas de gestão.Além disso, Mares Guia garantiu que os investimentos federais para modernização aeroportuária são garantidos e que o Ministério do Turismo, que passa a ter Marta Suplicy em seu comando a partir de sexta-feira, terá assegurado os cumprimentos do orçamento de R$ 1,4 bilhão para este ano.

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