Haddad consegue apoio da maioria dos vereadores do PT

Segundo seus aliados, ministro teria 60% dos votos em eventuais prévias para escolher o candidato à Prefeitura

DAIENE CARDOSO, AGÊNCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2011 | 03h06

O ministro da Educação, Fernando Haddad, um dos pré-candidatos do PT à Prefeitura de São Paulo, recebeu ontem apoio de integrantes da corrente Novo Rumo, grupo que obteve a maior fatia do diretório municipal da legenda na última eleição, em 2009. O nome favorito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa a ter a seu lado 7 dos 11 vereadores petistas na capital e, segundo seus aliados, chegaria a 60% dos filiados em eventuais prévias. Além do Novo Rumo, estão com Haddad as correntes Construindo um Novo Brasil (CNB) e Mensagem ao Partido.

Com o salão do diretório municipal do PT lotado, Haddad viu ontem os vereadores Ítalo Cardoso, líder da bancada; José Américo Dias, que foi secretário de Comunicação na gestão Marta Suplicy; e Juliana Cardoso. Também prestigiaram o ministro o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, e os deputados Vicente Cândido e Devanir Ribeiro.

Amigo de longa data de Lula, Devanir estava próximo do grupo que apoia Marta na disputa interna, mas havia decidido apoiar Haddad. Ontem, fez um discurso elogioso ao ministro, diferente do que afirmara em 2007, quando Lula chegou a sondar o nome de Haddad para disputar a Prefeitura no ano seguinte. "A situação do PT em São Paulo não está tão bem assim para lançarmos um poste", disse Devanir na época - ele preferia a candidatura de Marta em 2008.

Acenos. Em discursos, os novos aliados do ministro destacaram sua capacidade de aglutinação e de diálogo como diferenciais na escolha por Haddad. "Nenhuma candidatura pode prescindir a Marta (Suplicy), mas o Haddad agrega mais forças. Hoje, a movimentação dentro do PT mostra que ele tem mais chances de nos levar à vitória", justificou Ítalo Cardoso. "Demoramos muito para nos decidir, mas tomamos uma decisão amadurecida", disse José Américo.

Em sua declaração de apoio ao ministro, Juliana Cardoso falou em seu nome e em nome do deputado estadual Adriano Diogo. "Depois de oito anos de Serra e Kassab, ninguém merece tanto castigo. A cidade apresenta suas marcas de tortura, suas sequelas, seus traumatismos", afirmou. "A eleição de 2012 será nossa comissão da verdade."

Um dos vereadores mais próximos de Haddad e integrante da CNB, Chico Macena destacou que o ministro está mais próximo da militância - uma resposta às críticas dos adversários do pré-candidato dentro do PT. "Você (Haddad) é o candidato do Lula e da Dilma sim, mas é o candidato das bases do partido. No processo de debate interno, você tem convencido que você é o melhor candidato", afirmou.

Para Haddad, independentemente da discussão sobre a realização das prévias, os militantes precisam buscar a união do partido em 2012. Em seu discurso, ele afirmou que Marta foi a melhor prefeita que São Paulo já teve e ressaltou que pretende trabalhar por qualquer candidato que venha a ser escolhido pela sigla. "Com prévias ou sem prévias, vamos construir a vitória do PT." Aos jornalistas, Haddad afirmou não ver "como um problema o fato de haver prévia".

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