Haddad deve mesmo ser mantido na Educação

Na Saúde, Dilma quer nome como Dráuzio Varella, mas a pasta pode ir para Paulo Bernardo; Vera Machado e Patriota estão cotados para o Itamaraty

Vera Rosa Denise Madueño / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2010 | 00h00

O ministro da Educação, Fernando Haddad, deve mesmo continuar à frente da pasta. Ontem, ao final de um dia de conversas e avaliações, a presidente eleita, Dilma Rousseff, também se fixou na decisão de procurar um "nome especial da sociedade" para o Ministério da Saúde, como o do médico Dráuzio Varella. Uma das alternativas, se isso não for possível, é entregar a Saúde a Paulo Bernardo.

No Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), Dilma está avaliando dois nomes para o lugar do chanceler Celso Amorim: os embaixadores Vera Lúcia Machado (subsecretária-geral de política do Itamaraty) e Antonio Patriota, atual secretário-geral do ministério.

Apesar de Patriota estar muito bem cotado para o cargo, a presidente eleita continua atrás do nome de uma mulher para o Itamaraty.

Educação. A permanência de Haddad na Educação foi pedida de maneira explícita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro é filiado ao PT e assumiu a pasta em julho de 2005, no lugar de Tarso Genro.

Para prestigiar Haddad, Lula programou para a próxima segunda-feira uma solenidade que vai apresentar um balanço da gestão da Educação nos últimos anos. O ministro aproveitará o momento para lançar o novo Plano Nacional de Educação.

Saúde. Com um orçamento em torno de R$ 67 bilhões por ano, o Ministério da Saúde pode, como primeira opção de Dilma, não ser nem de petistas nem de peemedebistas. Ela quer um expoente da área técnica, que saiba formular políticas públicas inovadoras.

"Dilma procura um Jatene", comparou um petista ligado ao governo de transição e à cúpula do PT. Agora, o nome do desejo é o do médico Dráuzio Varella.

Médico respeitado e conhecido internacionalmente, o nome de Adib Jatene, ministro da Saúde no governo Fernando Henrique Cardoso, passou a ser usado como um exemplo de ministro de prestígio e credibilidade, apesar de ter enfrentado problemas de gestão do setor. Foi ele quem conseguiu, por exemplo, aprovar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o imposto do cheque.

No sábado passado, Dilma manteve conversas com um grupo de médicos, na casa do cardiologista Roberto Kalil Filho. No grupo estava Dráuzio Varella.

Se a presidente eleita não conseguir um médico com essa projeção social, ela optará "por um nome político-técnico de sua confiança". Um dos mais cotados é Paulo Bernardo, atual ministro do Planejamento, formulador do projeto da Fundação Estatal de Direito Privado, instrumento que pode ajudar a mudar a administração da saúde. A ideia é combater o corporativismo dos médicos sem perder o controle público dos hospitais. / COLABORARAM PATRÍCIA CAMPOS MELLO e LISANDRA PARAGUASSÚ

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