Haitianos na fronteira do Brasil têm energia cortada

Governo do Estado do Acre suspendeu, desde a semana passada, a ajuda que mantinha aos haitianos

Itaan Arruda,

30 Outubro 2012 | 15h21

RIO BRANCO - É grave a situação do grupo de 300 haitianos que estão instalados em Brasileia, cidade que faz fronteira entre Acre e Bolívia e está localizada a 233 quilômetros da Capital, Rio Branco. A casa onde o grupo está instalada está com quatro meses de aluguel atrasado e, nesta terça-feira, 30, o fornecimento de energia elétrica e o de água foram cortados.

"Se o governo federal ainda está permitindo a entrada de haitianos aqui, então tem que ser dada infraestrutura mínima", afirma, o representante da Secretaria de Estado de Defesa dos Direitos Humanos, Damião Borges. "Eu temo o pior aqui se nenhuma atitude estrutural for tomada".

O governo do Estado do Acre suspendeu, desde a semana passada, a ajuda que mantinha aos haitianos. "Não há como custear a manutenção sem o apoio do Governo Federal", afirma Borges. O governo do Acre afirma ter gasto mais de R$ 2,5 milhões com ajuda aos 2,3 mil haitianos no período de um ano e dez meses.

A situação se agrava pela presença de mulheres grávidas e crianças. As empresas que vêm pegar mão de obra para trabalhar preferem homens. Atualmente, há 15 mulheres grávidas. "E o pior é que a população de Brasileia não está mais tolerante como antes", disse Damião Borges.

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