'Harmonia' na equipe econômica é primeira mudança, diz tucano

Serra quer BC, Fazenda e Planejamento atuando de forma conjunta para favorecer produção e geração de emprego

Alfredo Junqueira/RIO, O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2010 | 00h00

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra (PSDB), disse ontem que a escolha de uma equipe harmônica para cargos no Banco Central e nos Ministérios da Fazenda e de Planejamento é o ponto de partida para a ampla mudança que pretende fazer, caso seja eleito, na política econômica do País. Segundo ele, a escolha dos integrantes dessas três instituições é fundamental para realizar alterações graduais necessárias para estimular a produção interna e a geração de empregos.

"O ponto de partida é ter uma equipe harmônica. Banco Central, Planejamento e Fazenda atuarem planejada e integradamente. Conjuntamente. Com isso, você pode fazer mudanças graduais seguras de política econômica que favoreçam mais a produção e a geração de empregos no Brasil. Inclusive, as nossas exportações", disse o candidato tucano, após entrevista na Rádio Tupi, no Rio.

Serra criticou a atual política econômica. "Você hoje tem um quadro de juros e taxas de câmbio que não são favoráveis ao crescimento e ao equilíbrio econômico. Funciona a curto prazo, mas a médio e longo prazo não funciona. Mas você não vai corrigir essa situação com mudanças bruscas. Você começa a corrigir essa situação pondo no governo uma equipe integrada, com os mesmos objetivos", explicou .

O tucano não quis dizer se achava que atual equipe econômica atuava de forma desarmônica. "É isso o que eu tinha a dizer", cortou o candidato.

Câmbio. O Banco Central (BC) deveria ter uma postura mais ativa na formação do preço do dólar, defendeu o economista Geraldo Biasoto Júnior, próximo ao candidato do PSDB. "A principal questão é que hoje não tem política cambial", afirmou. "O Banco Central está totalmente passivo."

Ele acredita que é possível conter a desvalorização do dólar com uma mesa de câmbio mais agressiva, que faça intervenções de compra e venda de moeda estrangeira inesperadas pelo mercado. Essa atuação deveria ser diária. Só isso, na sua opinião, já obrigaria os investidores a adotarem uma postura mais cautelosa. Atualmente, disse Biasoto, o BC permite que o mercado forme o preço e se limita a comprar dólares no final do dia para fortalecer as reservas internacionais.

Outros mecanismos, como os contratos de compra de dólar no mercado futuro (o chamado swap cambial reverso) também ajudariam a evitar o derretimento do dólar.

Outro elemento que vem pressionando o dólar para baixo é a taxa de juros, elevada para os padrões mundiais. Ela incentiva as chamadas operações de carry trade, em que o investidor toma empréstimos no exterior a juro baixo e aplica os recursos no Brasil. / COLABOROU LU AIKO OTTA

EU PROMETO

Promessa de José Serra (PSDB):

Fazer reforma administrativa; enxugar a máquina e priorizar saúde, segurança e educação.

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