Helicóptero do Pão de Açúcar não tinha coletes, diz co-piloto

O co-piloto Luiz Roberto de Araújo Cintra, que sobreviveu ao acidente com o helicóptero do Grupo Pão de Açúcar, declarou hoje que as condições de visibilidade eram boas no dia em que aconteceu o acidente que causou a morte da modelo Fernanda Vogel e do piloto Ronaldo Jorge Ribeiro. De acordo com ele, havia uma turbulência considerada normal. O co-piloto acha que pode ter havido uma perda de potência, mas diz aguardar o laudo oficial do Departamento de Aviação Civil (DAC). Araújo Cintra explicou que eles estavam voando pelo mar para contornar uma península da região e para diminuir os ruídos provocados pelo aparelho. O co-piloto declarou ainda, durante coletiva na sede da empresa Pão de Açúcar, que não havia coletes salva-vidas no helicóptero. Ele disse que, já no mar, o grupo tentou tirar o banco flutuante do helicóptero mas não conseguiu. Luiz Cintra disse que o helicóptero virou, o mar estava revolto, escuro, havia querosene na água e, segundo ele, seria impossível voltar para o aparelho.O co-piloto contou que, após a queda, os quatro conversaram rapidamente e concordaram que teriam que nadar para sair dali.Luiz Cintra calcula que levou duas horas e meia para chegar até a praia.

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