Helicóptero quase foi abatido pela polícia em SP

Policiais militares, armados com fuzis e carabinas, estiveram na iminência de abater um helicóptero sobre a Penitenciária Estadual Antonio de Souza Neto, no fim da tarde de sábado, em Sorocaba. Os policias chegaram a se colocar em posição de tiro, armados com rifles de calibre 7.62, fuzis e carabinas de calibre 12. "Se o piloto e seus ocupantes fizessem qualquer manobra suspeita, tínhamos ordem para abatê-lo" afirmou o oficial de comando, tenente Luiz Cláudio dos Santos. Segundo ele, a guarda da penitenciária está em estado de alerta desde que três integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram mortos por um grupo do Comando Revolucionário Brasileiro do Crime (CRDC), na semana passada. A cúpula do PCC teria prometido vingar seus integrantes. "Poderia ser um ataque da facção ao presídio", disse o oficial. Também foi cogitada a hipótese de uma tentativa de resgate de presos, a exemplo do que já ocorreu na Grande São Paulo. O mesmo helicóptero que sobrevoou duas vezes o presídio, um Esquilo H-350, prefixo HNE, realizou vôos em outros pontos estratégicos da cidade - como o Hospital Regional, para onde são levados presos que precisam de atendimento médico, e o quartel do 7º Batalhão da Polícia Militar. Além do piloto, havia mais dois ocupantes no aparelho, entre eles uma mulher. Acionados pela PM, funcionários do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) entraram em contato com os tripulantes da aeronave. O piloto Acaua Passeto Nóbrega afirmou que fora contratado por uma empresa de São Paulo para inspecionar as torres de telefonia celular em Sorocaba. Ele alegou que não sabia que a construção que havia sobrevoado era um presídio. Acaua partiu do Campo de Marte em São Paulo, mas não informou o plano de vôo. O helicóptero pertence a uma empresa de taxi aéreo. A explicação não convenceu o oficial da PM, pois não há torres de telefonia celular nas imediações do presídio. Ele encaminhará amanhã um relatório ao Serviço de Inspeção e Proteção Aeroviário (Sipaer) pedindo que o piloto seja convocado para prestar esclarecimentos.

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