Hélio Costa ataca 'choque de gestão' feito por Aécio

BELO HORIZONTE

Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2010 | 00h00

O senador Hélio Costa, pré-candidato do PMDB ao governo de Minas, assumiu figurino de oposicionista e atacou a gestão tucana no Estado. Ele criticou a política social da administração do PSDB e disse que o chamado choque de gestão se baseia em "números maquiados".

As medidas para o ajuste das contas de Minas a partir de 2003 é a principal marca do governo Aécio Neves (PSDB) e bandeira do seu sucessor e candidato à reeleição, Antonio Anastasia (PSDB).

Durante encontro com lideranças peemedebistas, anteontem, Costa disse que a política social do governo tucano "praticamente não existe". "Lamentavelmente, o Estado ficou devendo um programa social."

Ele afirmou que a receita do Estado cresceu 172% desde 2002: "Mas continuamos em 12º lugar em receita per capita do País. Só conseguimos ficar à frente dos Estados do Norte." Segundo Costa, a dívida com a União saltou de R$ 32 bilhões para R$ 55 bilhões. "Que revolução é essa que fizeram com o nosso Estado que nos deixa nessa posição de fragilidade econômica?", questionou. "Não se pagou um tostão do serviço dessa dívida. Era mais fácil jogar para debaixo do tapete, para alguém pagar na frente. Aí, sim, você mostra os números maquiados do choque de gestão."

Identificado como gerente do governo e arquiteto do programa de ajuste e modernização da máquina pública, Anastasia não comentou ontem as declarações de Costa. O presidente do PSDB-MG, deputado Nárcio Rodrigues, disse que o peemedebista Costa foi leviano e escolheu "o caminho da enganação e da mentira".

Após herdar déficit orçamentário de R$ 2,4 bilhões, o governo anunciou - já no segundo ano da gestão Aécio - o equilíbrio nas contas públicas. Para 2010, o investimento é R$ 10 bilhões.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.