Hélio Costa tenta atrair Patrus com ''aliança programática'' em MG

Com o objetivo de atrair o ex-ministro Patrus Ananias para a chapa majoritária caso seja confirmado candidato da base aliada ao governo de Minas, o senador Hélio Costa (PMDB) pretende oferecer ao PT um governo compartilhado.

Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2010 | 00h00

Costa já escalou o prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, para as negociações com Patrus e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), com quem o peemedebista disputa a candidatura ao governo.

O senador desponta como provável candidato já que lidera as pesquisas de intenção de voto e conta com a pressão do PMDB pelo acordo nacional com o PT. Se preterido, Pimentel deverá ser candidato ao Senado.

Mais do que garantir a cabeça de chapa, a preocupação de Costa é tentar assegurar o empenho da militância petista numa futura campanha.

"Quando o Hélio me pediu para assumir as negociações com o PT, ele foi claro para mim de propor um governo de coalizão. A aliança deve ser feita em cima de um programa e uma coalizão entre PMDB e PT para governarem juntos realmente", disse Adauto, coordenador da pré-candidatura do senador peemedebista.

As cúpulas nacionais dos dois partidos definiram que a chapa majoritária em Minas deve ser anunciada até 6 de junho. Oficialmente, o nome da base aliada será definido após pesquisas qualitativas e quantitativas a serem realizadas no fim do mês.

Pimentel mantém a postulação e joga as últimas cartadas para se viabilizar, mas sabe que se o PMDB fechar questão não terá como não cumprir o acordo assumido pela direção nacional do PT.

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