Heloísa Helena confia em participação no segundo turno

A candidata à Presidência do PSOL, senadora Heloísa Helena, disse nesta terça-feira, 29, permanecer confiante que irá disputar o segundo turno das eleições. Em caso contrário, afirmou, "vai ser enfadonho o segundo turno com o cinismo do Lula e aquela coisa do Alckmin". Indagada sobre o que pretendia dizer com "aquela coisa", ela foi reticente: "É só porque ele é muito... digamos..., aquele cinismo retumbante do Lula e ele (Alckmin) lá do outro lado".Durante sua presença para a sabatina realizada pelo jornal O Globo, a candidata disse que espera a presença de Lula em algum debate para, lado a lado com o presidente, "discutir os problemas do Brasil". "Ele está devendo algumas respostas ao povo brasileiro", ressaltou.Ela evitou dizer como se posicionará em um eventual segundo turno das eleições, caso não esteja na disputa. "Não vou antecipar, meus eleitores não vão precisar de uma indicação minha, vão saber escolher", disse.Indagada também sobre como formaria uma coalizão política de apoio caso se tornasse presidente da República, Heloísa disse que o Congresso Nacional deve funcionar de forma independente.EconomiaA senadora disse que está comprometida com a manutenção das metas de inflação e do ajuste fiscal, mas pretende reduzir os juros básicos pela metade e dobrar o crescimento anual do PIB brasileiro.Heloísa Helena disse que o crescimento da economia brasileira está abaixo da meta mundial e que isto está relacionado à política "dos sabotadores do desenvolvimento econômico".Ela acredita que a redução dos juros não levará à fuga de capitais do País e garantiu que não mexerá nos investimentos dos poupadores. "Eu sou completamente comprometida com o ajuste fiscal, com a responsabilidade fiscal. O equilíbrio está entre o que se arrecada e o que se gasta", disse, após afirmar que irá "manter a meta de inflação".Em entrevista após a sabatina, Heloísa Helena foi muito questionada sobre como fará a equação entre a mudança da política monetária e a manutenção das metas de inflação. Ela argumentou que "não há contradição em defender a meta e juros mais baixo. A contradição é vincular uma coisa à outra". PrivatizaçãoHeloísa disse, durante a entrevista, que, se eleita, pretende rever os processos de privatização realizados no governo Fernando Henrique Cardoso. A senadora afirmou que apenas a população "pode dizer o que privatizar ou estatizar", em plebiscito. E acrescentou que o governo tem a obrigação de rever todos os contratos. "Não aceito, em nome de um equilíbrio econômico, financeiro e contratual, a extorsão do consumidor brasileiro", citando especificamente as tarifas de telefonia. "Hoje estamos pagando tarifas que subsidiam o usuário da telefonia espanhola", acusou.

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