Heloísa Helena critica ´20 anos sem investimento na infra-estrutura´

No final do terceiro bloco do debate foi a vez de o senador Cristovam Buarque (PDT) questionar a também senadora Heloísa Helena (PSOL) sobre um tema definido: investimento em ciência e tecnologia. Para a candidata do PSOL, antes de investir em avanços tecnológicos, o novo presidente do País vai "precisar fazer a reestruturação da educação básica e do ensino superior. Além disso, é preciso falar na infra-estrutura básica. É inaceitável que em um país que roubam e roubam os investimentos se transformem em um imenso balcão de negócios".Na tentativa de se esquivar do tema selecionado por Buarque, a candidata prometeu direcionar investimentos para projetos que possam facilitar 7,5 milhões de unidades habitacionais, abastecimento de água, tratamento de lixo e saneamento básico. "São 20 anos sem investimento de infra-estrutura. Há a necessidade de investir R$ 58 bi em infra-estrutura. Precisamos investir, pelo menos, R$ 22 bi para dar uma gestão diferente dessa medíocre dos últimos dois governos", criticou.A candidata também defendeu um projeto para criação de projetos de piscicultura na Amazônia, o que para ela seria "nossa maior fonte de proteína animal renovável".Na réplica, Cristovam Buarque voltou a citar a importância da ciência e tecnologia para transformar a gerência do País. "Precisamos de uma revolução doce. A Embraer não nasceu em uma fábrica, nasceram em institutos tecnológicos. Por isso, esses investimentos serão plataformas para longo prazo. A gente não muda o rumo do país em um dia. Se não investirmos na área, a gente vai continuar prisioneiro do muro do atraso", reiterou.Em tom mais calmo, a senadora concordou com Cristovam e acrescentou que o País precisa discutir a ciência e tecnologia sem abandonar a fase inicial das crianças. "Isso potencializa a inteligência, articulando com a educação básica e, depois, com a vida na universidade. Com investimentos assim podemos ter mais produção dos nossos alimentos, geração de emprego, renda e dinamismo na economia do nosso País", argumentou.

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