Heloísa Helena pode surpreender, diz Herald Tribune

Com o título "Uma ativista política desestabiliza a corrida presidencial brasileira", uma reportagem da edição do International Herald Tribune desta terça-feira, 05, fala sobre a terceira colocada nas pesquisas, a candidata do PSOL, Heloísa Helena. "Com cerca de 10% do eleitorado a apoiando, Heloísa Helena parece não ter chances de ganhar. Mas estrategistas no Partido dos Trabalhadores estão preocupados com a possibilidade de que ela consiga um número suficiente de votos das pessoas insatisfeitas com a corrupção exibida durante sua administração para provocar um desfecho indesejável e imprevisto em outubro", afirma a reportagem.Ao descrever a candidata do PSOL, o Herald Tribune destaca que Heloísa "prefere voar em aviões comerciais em vez de particulares, dorme em casas de partidários em vez de hotéis (?) e se recusa a aceitar contribuições de corporações"."O que sua campanha não tem em financiamento ou organização, ela compensa com calor humano", diz a reportagem. Heloísa, diz o jornal, "é extremamente tátil, distribuindo abraços e beijos a eleitores e chamando repórteres de ´meu amor´ e ´minha flor´".Economia brasileiraO diário britânico Financial Times afirma que a reforma econômica brasileira, que "tem atraído fortes críticas ao PT por sua timidez", voltou a ser assunto na campanha presidencial.Na reportagem intitulada "Economia fica no banco de trás na campanha de Lula", o FT cita uma conferência realizada na semana passada com a presença de quatro ex-ministros da Fazenda brasileiros, onde se discutiu o programa econômico de Luiz Inácio Lula da Silva."Todos concordaram que o crescimento brasileiro está muito lento. Houve unanimidade, também, sobre o que é necessário para acelerá-lo: redução de gastos públicos - principalmente na Previdência -, reforma tarifária e independência do banco central".Porém, o jornal ressalta que os responsáveis pelo programa de governo para um segundo mandato de Lula dizem que "não há necessidade de mais reforma na Previdência de pensões e que os gastos públicos estavam de acordo com as exigências".FachadaUm artigo publicado no britânico Guardian fala sobre as reformas do Fundo Monetário Internacional (FMI), discutidas em Washington, que, segundo o texto, "parecem planejadas não para catalisar mudanças, mas para evitá-las"."Ao aumentar levemente a participação da China, Coréia do Sul, México e Turquia, o regime espera comprar os comandantes militares mais poderosos, enquanto mantém a multidão em xeque."Quanto maior a participação financeira de um país, mais poder de decisão ele tem sobre a administração do FMI. "Isto significa que ele é dirigido pelos países que são menos afetados por suas políticas", ressalta o Guardian.Uma grande decisão precisa de 85% dos votos. Só os Estados Unidos têm 17%. O Reino Unido, a Alemanha, a França e o Japão têm, juntos, 22%, e países como a Bélgica, por exemplo, têm 2,1% - "duas vezes mais do que a Índia e o Brasil", diz o texto.

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