Hemodiálise pode ter contaminado pacientes no PI

Treze dos 24 pacientes renais crônicos que utilizam o serviço de hemodiálise do Hospital Getúlio Vargas, em Teresina, podem estar contaminados pelo vírus da hepatite tipo C. Essa possibilidade foi detectada em um exame de rotina feito pelos pacientes do hospital e levantada pelo, secretário-geral da Associação dos Pacientes Renais e Transplantados do Piauí , Francisco Valmor F. Camilo.Ele denunciou o caso às Promotoras de Justiça Clotildes Carvalho e Zélia Saraiva Lima, que pediram a interdição temporária do Centro do Doenças Renais do hospital. Camilo só soube do problema porque fez exames de sangue por conta própria.As promotoras disseram que o serviço tem graves irregularidades, entre elas a de misturar dialisadores e equipamentos reutilizáveis de pacientes contaminados com doenças graves com aqueles que não portam vírus ou doenças infecto-contagiosas. "Daí a contaminação dos pacientes com hepatite C", diz a promotora Clotildes Carvalho.O diretor do Centro de Doenças Renais do HGV, Rubens Costa, afirma que os pacientes podem realmente estar contaminados com o vírus da hepatite C. Os testes que detectaram anticorpos da doença não são definitivos. A confirmação só pode ser feita por meio de um exame mais sofisticado chamado Reação em Cadeia de Polimerásio (PCR).Como cada teste custa R$ 550,00, as promotoras Clotildes e Zélia ingressaram com ações na Justiça para que o Estado seja obrigado a pagar pelos exames.Os pacientes que tiveram contato com o vírus da hepatite C não foram informado pelo hospital que poderiam estar com a doença.

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