Herdeiros acabam barrados na entrada do Centro Cultural Hélio Oiticica

Por causa de uma briga com a diretora do Centro Cultural Hélio Oiticica, Ana Durães, os herdeiros do artista plástico que dá nome à instituição e proprietários do seu acervo estão impedidos de entrar no prédio, no centro do Rio. O Projeto Hélio Oiticica, uma instituição privada sem fins lucrativos, entrou na Justiça pedindo liminar para ingressar no imóvel, onde até meados de abril era exibida a mostra Penetráveis, com instalações do artista. O curador do projeto, Cesar Oiticica Filho, acusa a prefeitura de estar devendo desde o início do ano a segunda parcela de R$ 267 mil que deveria receber pela exposição. Em nota, a secretária de Cultura, Jandira Feghali, disse que o pagamento da segunda parcela da mostra já foi autorizado e a demora deveu-se a uma auditoria interna dos gastos. O Projeto tinha um convênio com a Universidade Federal do Rio (UFRJ), proprietária do prédio, até 2006. Esse acordo de utilização deixou de ser renovado somente porque a universidade discorda de cobranças indevidas de IPTU pela prefeitura. Na sexta-feira, a Justiça negou liminar para autorizar a entrada dos integrantes do projeto no prédio. Sábado, integrantes do Imaginário Periférico, que reúne 400 artistas da Baixada Fluminense, da UFRJ e do Projeto Hélio Oiticica, fizeram manifestação na porta do centro cultural. Ana Durães não retornou os contatos da reportagem.

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