Homem atira ao lado do Teatro Municipal e fere 2

Criminoso foi preso; polícia fala em assalto, mas amigo de vítima nega

Humberto Maia Junior e Alexandra Penhalver, O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2013 | 00h00

O office-boy Paulo Cesar Pereira de Almeida, de 18 anos, e o segurança do Teatro Municipal Claudio José Santos, de 29 anos, foram baleados ontem à tarde na Praça Ramos de Azevedo, ao lado do teatro, no centro. Wesley Garcez de Souza, de 18 anos, foi preso por homens da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e confessou ter atirado nos dois. As vítimas foram levadas para a Santa Casa e internadas em estado grave. Os tiros causaram pânico e corre-corre nos arredores. Testemunhas disseram à polícia que Souza teve a ajuda de um comparsa, não localizado. Agentes da GCM estavam próximos do local e viram Souza fugindo em direção ao Vale do Anhangabaú. Ele foi perseguido e preso quando se aproximava da estação do metrô. Souza não reagiu e foi levado para o 3º Distrito (Campos Elísios). Ele tinha um revólver calibre 38, com a numeração raspada. Segundo a Polícia Civil, Souza tentou assaltar o office-boy, mas o criminoso não levou o dinheiro. Mas testemunhas e colegas de trabalho de Almeida disseram duvidar que o crime tenha sido uma tentativa de assalto. Todos eles aceitaram falar com o Estado sem ter a identidade revelada. "Se foi assalto, por que não levaram o dinheiro", disse um colega do office-boy, que foi até o hospital. Ele disse que guardou o dinheiro, cerca de R$ 1.000, que estava com Almeida. Os colegas de trabalho do rapaz contaram que ele tinha ido a uma das agências do Bradesco da região para fazer um saque. Estava no telefone público falando com alguém da Editora Nova Dimensão Jurídica, onde trabalha, quando foi atingido. Outra testemunha, que falou com a polícia, estava ao lado do Municipal quando viu o office-boy ser baleado. "O rapaz se aproximou e deu vários tiros quando a vítima estava caída. Parecia execução", disse o homem, que estava ao lado do segurança do Municipal no momento em que ele foi baleado. "Dei um passo para trás e quando vi ele tinha levado um tiro na cabeça. Poderia ter sido eu." O clima era de tensão ontem no local, por volta das 18h30. Um ambulante, que se identificou apenas como Alegria, de 56 anos, estava apreensivo. "Achei que o barulho era estouro de (escapamento) moto. Quando vi, o rapaz (office-boy) levou um tiro e caiu. O homem veio e atirou nele de novo, ele estava no chão." Para ele, o segurança foi atingido por acidente. "Deu pânico, todos correram e entraram nas lojas", contou outro ambulante.

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