Homem baleado por Cadu morre em hospital de Goiânia

Agente penitenciário estava internado desde agosto, após ser agredido por Carlos Eduardo Nunes, assassino do cartunista Glauco

Marília Assunção, Especial para O Estado

23 Outubro 2014 | 22h38

GOIÂNIA - Morreu no final da tarde desta quinta-feira, 23, o agente penitenciário Marcos Vinícius Lemes da Abadia, de 46 anos, baleado pelo estudante de psicologia Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, de 28 anos. Cadu é o assassino do cartunista Glauco Vilas Boas e do filho dele, Raoni, em Osasco, há quatro anos.

O agente prisional estava internado no Hospital de Urgências de Goiânia desde o final de agosto. Ele ficou vários dias na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), chegou a ser transferido para uma enfermaria, mas precisou retornar à UTI, onde esteve inconsciente, respirando por aparelhos. 

Na tarde desta quinta os médicos diagnosticaram a morte cerebral, informou a assessoria do hospital. A direção da unidade seguiu o protocolo e, após a visita dos familiares, os aparelhos foram desligados e o corpo seguiu para o necrotério do hospital.

Abadia foi baleado na cabeça por Cadu. Ele foi flagrado por câmeras de segurança atirando no agente para tomar o carro dele, no dia 28 de agosto. No dia 31 de agosto, Cadu também matou o universitário Matheus Pinheiro de Moraes, de 18 anos, novamente durante um assalto para levar o carro do rapaz. O crime foi presenciado pela namorada da vítima. Ele foi preso em Goiânia tentando fugir com um carro roubado, no dia 1º de setembro.

Cadu está no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional, em Aparecida de Goiânia, desde o dia 3 de setembro.  Após as mortes de 2010, o rapaz foi diagnosticado como doente mental, portador de esquizofrenia paranoide. Ao ser transferido para Goiânia, onde residem familiares, ele cumpriu as medidas restritivas previstas aos doentes mentais dentro dos prazos legais. Depois, foi autorizado pela Justiça de Goiás a ficar com os familiares, sob acompanhamento, mas acabou se envolvendo com drogas e criminosos, cometendo os homicídios. Ele aguarda julgamento pelos crimes de latrocínio, roubo seguido de morte, receptação, porte ilegal de arma e formação de quadrilha. 

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