Homem de Beira Mar é condenado a 5 anos de prisão

O traficante Jayme Amato Filho, segundo homem da quadrilha de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi condenado a cinco anos de prisão. Preso desde dezembro do ano passado, quando foi encontrado pela Polícia Federal na cidade de Capitán Brado, no Paraguai, Amato havia sido denunciado pelo Ministério Público por formação de quadrilha para tráfico de drogas, assim como 40 outros membros do bando de Beira-Mar. Trinta e um deles já foram julgados e condenados.A importância de Amato no esquema de Beira-Mar foi constatada depois que a agenda do traficante relativa às suas atividades no ano 2000 foi encontrada por policiais que compunham a Operação Gato Negro, realizada sob o comando do Exército Colombiano. Amato alegou na Justiça que trabalhava como paisagista, mas em sua casa foram encontrados dois fuzis e uma pistola.De acordo com os promotores Márcia Velasco, Maurício Nobre de Almeida e Rogério Lima Sá Ferreira, da 3ª Central de Inquéritos do MP, autores da denúncia oferecida pelo MP contra Amato, em sete viagens foram transportadas da Colômbia o total de 1.770 quilos de cocaína, que valiam US$ 6,5 milhões no Brasil, além de 308 pistolas, 34 mil cartuchos, 20 granadas e seis bombas, cujo valor total chegava a US$ 421 mil.Em sua sentença, a juíza Therezinha Maria Avellar Duarte, da 1ª Vara Criminal de Duque de Caxias, diz: "Certo é que Jayme tem conhecimento de quem mata para o chefe, de quanto Luiz Fernando da Costa tem investimentos no Paraguai, de quanto entorpecente ele fornece para o Rio de Janeiro e de quanto sua propriedade lhe renderia em maconha. São informações tão privilegiadas que somente uma pessoa atuante no comando da organização criminosa teria acesso."

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