Homem mata namorada e comete suicídio em SP

?Você nunca mais vai cuspir em ninguém?, afirmou Celiar Rodrigues Peluffo, de 63 anos, antes de disparar quatro vezes contra a namorada Liliam Terezinha Monreal, de 46, no início da noite de sexta-feira, em frente ao número 54 da Rua Cavour, na Vila Prudente, Zona Leste da capital paulista. Dois dos projéteis a atingiram no peito e ela morreu, ao ser socorrida no Pronto-Socorro do bairro de Vila Alpina. Pouco depois, a alguns metros dali, na Av. Prof. Luís Ignácio Anhaia Mello, o homem atirou contra a própria cabeça e também morreu.Ambos eram divorciados e já se relacionavam há algum tempo. A razão do desentendimento entre o casal ainda não foi apurada pelos policiais do 56º DP - Vila Alpina. Liliam trabalhava de vendedora em uma famosa loja de tecidos da Vila Prudente e saiu, às 18h00, de braço dado com uma colega de trabalho, por causa do frio. Caía uma fina garoa e ambas caminhavam rapidamente, quando ouviram a voz do vendedor ambulante Celiar, que chegou por trás.Ao perceber que ele estava armado, a namorada pôs-se atrás da colega. O homem passou a movimentar-se de um lado para outro, na tentativa de mirar contra ela, sem atingir a outra moça. Foram quatro os disparos e dois acertaram Liliam no peito. A amiga gritou várias vezes por socorro, mas ninguém interceptou o agressor que caminhava em direção ao local onde havia estacionado seu Voyage.Saindo rapidamente com o veículo, quatro quadras à frente, o vendedor ambulante passou o sinal fechado da Av. Prof. Luís Ignácio Anhaia Mello, à altura do número 652. Logo atrás havia uma viatura do Garra e os policiais da guarnição resolveram abordá-lo por não respeitar a sinalização. Ligaram a sirene e também ultrapassaram o sinal vermelho. O Voyage parou, mas, antes que os policiais civis se aproximassem, escutaram o estampido e encontraram o homem morto, com um ferimento na cabeça.Enquanto o Resgate levava o cadáver de Celiar para o necrotério do Pronto-Socorro de Vila Alpina, os médicos lutavam para salvar a vida de Liliam, que foi socorrida por uma viatura da PM. Não conseguiram estancar a hemorragia e ela também morreu. Ao lado do corpo do suicida, no banco do Voyage, os investigadores do Garra encontraram o revólver de calibre 38, com capacidade para seis tiros e com cinco projéteis deflagrados.

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