Homem morre ao tentar salvar vítimas de cheia

Tempestade desaloja 929 em 10 cidades catarinenses

FABIANA MARCHEZI, PAULO MACIEL e TIAGO DÉCIMO, O Estadao de S.Paulo

24 de abril de 2009 | 00h00

A chuva contínua que atinge Florianópolis desde a manhã de quarta-feira tem provocado vários alagamentos, principalmente em bairros no norte e no sul da ilha. Os bombeiros já atenderam cerca de 150 chamados provocados pelas chuvas. Na madrugada de ontem, um homem morreu tentando tirar pessoas de uma casa alagada no bairro de Vargem do Bom Jesus, no norte da capital. De acordo com a Defesa Civil Estadual, ele era obeso e teria sofrido uma parada cardíaca por causa do esforço. A identidade dele não foi divulgada. A chuva que atinge Santa Catarina já desalojou 929 pessoas e deixou 170 desabrigados em dez municípios litorâneos. Além da capital, os municípios de Biguaçu, Bombinhas, Palhoça, Porto Belo, Penha, Camboriú, Itajaí, Itapema e Governador Celso Ramos apresentam pontos de alagamento, quedas de barreiras e de árvores e alguns locais de deslizamento de encosta. Governador Celso Ramos já enviou solicitação de decreto de situação de emergência. "Pedimos que as pessoas continuem vigilantes quanto ao solo e fiquem atentas aos movimentos de terra perto de suas residências", disse o diretor da Defesa Civil Estadual, major Márcio Luiz Alves. A Defesa Civil enviou equipe técnica para realizar vistorias nos municípios atingidos e dar o apoio necessário. Cobertores também já foram doados ao órgão de Florianópolis para atender aos desabrigados. Ainda segundo os técnicos, o alerta para a concentração de chuva na faixa leste do Estado segue hoje. A previsão da Epagri/Ciram indica nebulosidade e chuva, especialmente sobre o Vale do Itajaí e a faixa litorânea. Salvador, que desde sábado também enfrenta chuvas que já provocaram deslizamentos e quedas de árvores, decretou ontem situação de emergência, pelos próximos 90 dias. Há 30 famílias desabrigadas, segundo a prefeitura. Um bebê morreu, depois que uma pedra, desprendida da encosta durante um deslizamento, invadiu uma casa.A chuva, somada a uma manifestação do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, parou a capital baiana ontem. Das 7 horas, quando a manifestação começou, até o meio-dia, todos os principais eixos rodoviários da cidade ficaram intransitáveis. "Praticamente perdi o dia", disse a diarista Patricia Nuno, que pega ônibus às 7h30 para chegar ao trabalho às 8h, mas só conseguiu embarcar às 10h15. Chegou ao destino, a pouco mais de 10 quilômetros dali, somente 1h30 depois. Segundo o sindicato, o protesto serviu para alertar as autoridades sobre a importância de "repensar a política de segurança para o transporte coletivo."

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