Homem morre em SC após receber disparos de taser

Arma supostamente não letal é a mesma usada contra brasileiro que morreu na Austrália

Júlio Castro, da Agência Estado, texto atualizado às 17h15

26 Março 2012 | 10h55

FLORIANÓPOLIS - O assistente de controladoria do ramo de transportes, Carlos Barbosa Meldola, de 33 anos, morreu na madrugada de domingo, 25, após se atingido por descargas elétricas de uma pistola taser disparadas por policiais no balneário dos Ingleses, na região norte de Florianópolis.

O fato aconteceu por volta das 2h30 após a mulher dele, de 31 anos, ter acionado a polícia. Ela informou que Meldola estava muito alterado e com alucinações devido ao uso de cocaína.

O delegado de polícia Antônio Cláudio Jóca, da 8ª Delegacia de Polícia, assumiu o caso na manhã desta segunda-feira, 26. Ele fez solicitação de perícia na arma utilizada, no corpo da vitima e no apartamento. O inquérito deve ser concluído em 30 dias. "Este tipo de arma é utilizada com objetivo de dar segurança ao policial e à vítima. Preliminarmente, entendemos que fatores externos contribuíram para o óbito. A arma não foi feita para ser letal", argumentou o delegado considerando o uso de droga pelo rapaz.

A mulher de Meldola, que pediu para não ser identificada, disse ter telefonado pedindo ajuda em um hospital e, posteriormente, acionou a polícia. Ao chegar no apartamento, os policiais encontraram Meldola descontrolado. Tentativas de diálogo não foram suficientes e os policiais decidiram algemá-lo sem que Meldola parasse de se debater. A taser foi disparada três vezes até que o homem ficasse inerte, escorado em uma parede. Os policiais tentaram reanimá-lo, sem sucesso.

No boletim de ocorrência consta que o policial que disparou a taser, o fez, prevendo que Meldola se jogasse pela janela do terceiro andar do apartamento. Conforme o comando da PM em Santa Catarina, nem todos os policiais dispõe de armas do tipo taser. Para portar a arma é necessário passar por um cursos específico de sua utilização.

O corpo de Carlos Barbosa Meldola seguiu nesta segunda-feira para o interior do Paraná, onde residem seus familiares e será cremado. Ele não tinha passagem pela polícia.

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