Homem que manteve refém em hotel diz que planeja mais ‘ações’

Homem que manteve refém em hotel diz que planeja mais ‘ações’

Jack Santos disse ter escolhido o Hotel Saint Peter porque local fez proposta de emprego para José Dirceu, condenado no mensalão

O Estado de S. Paulo

30 de setembro de 2014 | 23h11

BRASÍLIA - O homem que manteve um mensageiro refém por quase oito horas anteontem no Hotel Saint Peter, na região central de Brasília, disse na manhã desta terça-feira, 30, que planeja “novas ações para chamar a atenção do povo brasileiro”. “Não sou um criminoso. Jamais tive a intenção de tirar a vida de pessoas inocentes, jamais eu teria a intenção de tirar a minha própria vida. Fui muito cauteloso ontem, durante o andamento dos nossos trabalhos”, disse Jack Souza dos Santos, de 30 anos, durante entrevista na 5.ª Delegacia de Polícia Civil.

A polícia determinou contra ele prisão administrativa, com duração de 24 horas. Mas, até as 20 horas desta terça-feira, ele ainda não havia sido solto. 


Na véspera, ele tomou como refém um funcionário do hotel e obrigou a vítima a vestir um colete com falsos explosivos. Santos também apareceu em uma varanda do 13.º andar mostrando uma pistola. Depois de ser preso, verificou-se que a arma e o explosivo não eram verdadeiros. 

Nesta terça, ele justificou a ação. “Tudo o que eu fiz foi pelo cidadão brasileiro. Tudo o que eu faço é pelo cidadão brasileiro. Tenho de agradecer muito a Deus que tocasse no coração daqueles fuzileiros que não me dessem aquela bala. Deus predestinou que eu iria lutar e irei lutar. Eu não abaixarei a cabeça”, afirmou. 

De acordo com Santos, a ação vinha sendo planejada desde dezembro de 2012. Ele disse ter escolhido o hotel porque o estabelecimento fez uma proposta de emprego para o ex-ministro José Dirceu, condenado no mensalão.

Crime. “Subi para o quarto às 7 horas e liguei na recepção para chamar a camareira. Fechei a porta, saquei a arma de cetim (falsa). Vi que ela não estava preparada, ficou muito nervosa. Ela poderia morrer, e eu jamais quis matar uma pessoa. Posteriormente, liguei para a recepção e pedi para subir o rapaz. Foi o mesmo que me atendeu cedo. Ele passou a noite trabalhando, vi que ele estava cansado, não ia fazer isso com ele”, contou.

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