Polícia Civil
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Homem que morreu por suspeita de intoxicação da cerveja Backer é enterrado sem necropsia

Governo mineiro diz que está investigando o que levou o hospital a liberar a vítima sem o exame; homem morreu no último dia 1. Minas tem 30 casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol, com seis mortes em investigação

Leonardo Augusto, especial para, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2020 | 16h53

BELO HORIZONTE - O corpo de um homem que morreu com suspeita de intoxicação por dietilenoglicol, depois de consumir cerveja da Backer, foi enterrado sem ter passado por necropsia no Instituto Médico Legal (IML). Identificado como José Alves, o paciente estava internado no hospital da rede pública estadual Risoleta Neves, na Região Norte de Belo Horizonte, e morreu no sábado, 1.

O governo informou estar investigando o que levou o hospital a liberar o corpo para o enterro sem passagem pelo IML. A instituição não seguiu procedimento que vinha sendo adotado até agora nas outras cinco mortes suspeitas de contaminação pela substância.

A Polícia Civil, responsável pelo IML, confirma a necropsia em cinco corpos, e não quis se pronunciar em relação à possível sexta vítima do dietilenoglicol. Sobre os impactos do enterro da possível vítima da substância sem a passagem pelo IML, a corporação informou apenas que "todo contexto fático somado aos documentos médicos podem ser suficientes para chegar a uma conclusão".

O boletim mais recente da Secretaria de Estado de Saúde, divulgado nesta terça-feira, 4, registra 30 casos suspeitos de intoxicação pelo dietilenoglicol, com seis mortes. Do total de casos, 22 são de moradores da capital mineira e oito da Grande Belo Horizonte e interior.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde disse que o óbito, ocorrido do dia 1, só foi notificado no dia 3. "O procedimento estabelecido em função da investigação epidemiológica em curso, conforme a legislação em vigor acerca de casos e óbitos provenientes de agravos inusitados, determina que sejam comunicados de forma imediata ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais (CIEVS)". O texto diz ainda que a secretaria "solicitou esclarecimentos ao hospital Risoleta Neves, uma vez que o óbito foi notificado ao CIEVS apenas no dia 3 de fevereiro".

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