Homem se entrega 8 h após matar a mulher

Após assassinar a mulher com um tiro na cabeça, o desempregado José Luiz Milani, de 54 anos, permaneceu por 8 horas ao lado do corpo. Ele ameaçava se matar com uma pistola 380. O homem só se entregou depois de uma intensa negociação com a PM e com sua irmã, chamada ao local. O crime aconteceu no apartamento do casal, na Rua Gilberto Dini, no bairro Bom Clima, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Milani está preso no 2º Distrito Policial do município.Segundo a PM, Milani, que estava desempregado havia quatro anos, discutiu com a mulher, a doméstica Virgínia Aparecida Santa Chiara, de 52 anos, durante toda a madrugada de sexta-feira. Na manhã de ontem, por volta de 7h45, as filhas do casal, de 15 e 9 anos, escutaram um tiro vindo do banheiro do imóvel. Desesperadas, elas correram para pedir ajuda ao pastor da Igreja que frequentam, na mesma rua do prédio. Quando o pastor voltou, tentou falar com Milani, mas antes mesmo de entrar no apartamento, percebeu que ele estava armado e chamou policiais de uma base fixa instalada na região. NEGOCIAÇÃOEm entrevista coletiva, o coronel Wagner César, comandante de Policiamento da Área 7 (Guarulhos), informou que chegou ao local por volta das 8 horas. "Pedimos para entrar, mas ele (Milani) não deixou, pôs a arma na testa e disse que se mataria." Ainda de acordo com o coronel, da janela do banheiro, onde estava o corpo de Virgínia, foi possível observar por um vão que a mulher estava morta no chão, com tiro na testa, muito sangue em volta e rigidez no corpo.Depois disso, os policiais, tentaram negociar a rendição do homem, o que ocorreu apenas às 16h30 de ontem."Esse indivíduo alternava momentos de lucidez e esquizofrenia. Ele (marido da vítima) chamou a Polícia Federal. A PF veio do Aeroporto de Guarulhos e, quando chegou aqui, ele acabou não se entregando", disse o coronel César.Milani só deixou o apartamento após uma conversa com a irmã pelo celular e com diversas orientações dos negociadores. Ele saiu escoltado e algemado até o distrito da região e vai responder por sequestro, homicídio qualificado e cárcere privado. A arma do acusado foi apreendida e, até as 20 horas de ontem, a Polícia Civil não tinha informações sobre a sua procedência.AGRESSÃONo começo do mês, a recepcionista Marina Sanchez Garnero, de 23 anos, foi morta pelo ex-namorado Marcelo Travitzki Barbosa, de 29. Antes de morrer, ela havia registrado quatro ocorrências de agressão contra ele.

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