Homeopatia é usada para combater sintomas da dengue

No município de Bebedouro, a 383 quilômetros de São Paulo, já foram confirmados 976 casos de dengue (dois do tipo hemorrágico, mas com pacientes já recuperados) neste ano. Outros 1.489 são suspeitos e aguardam os resultados de exames laboratoriais. O município está intensificando o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, e as unidades básicas de saúde começarão a distribuir, gratuitamente, a partir de quinta-feira, 29, 20 mil doses de um remédio homeopático (doação de farmácias homeopáticas) para atenuar alguns sintomas também característicos da dengue como febre e dores nos ossos, olhos e músculos."Mas não é uma vacina e também não evita a dengue", diz a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Bebedouro, Iara Maria de Brito Ramalho Luz. A meta é, com o medicamento, evitar tantas faltas ao trabalho devido à doença. "Vamos distribuir os remédios, mas com orientações que não são vacinas e que devem eliminar os criadouros do mosquito", enfatiza Iara. O remédio homeopático tem numa única fórmula Euphatorim 30CH, Crotalus 30CH e Phosphorus 30CH.Iara diz que o vírus tipo 3 é o que está predominando na cidade e que apenas 225 casos suspeitos foram descartados neste ano. "O trabalho é constante para eliminar os criadouros do mosquito", afirma ela. Iara lembra que existem 21 agentes da prefeitura e 20 da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) de Barretos nos trabalhos e que o município contratará mais 40 agentes. A doença preocupa pois, em 2006, foram registrados 491 casos da doença, sendo que muitos ocorreram entre novembro e dezembro, emendando com a atual situação. Os casos de 2007 devem aumentar consideravelmente, pois a expectativa é que até 90% das suspeitas se confirmem nos próximos dias, ou seja, mais de 1.300 casos, confirmando a epidemia de dengue na cidade.Em Ribeirão Preto, que tem 334 casos de dengue neste ano, uma nova campanha foi lançada hoje. Coletes com a mensagem "Combata a dengue e proteja a sua família" serão usados por carteiros e 50 agentes comunitários de saúde.

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