Homicídio de homossexuais subiu 55% no País, diz associação

Segundo o Grupo Gay da Bahia, número faz com que Brasil seja considerado o país mais homofóbico do mundo

Tiago Décimo, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2009 | 17h02

O Relatório Anual do Grupo Gay da Bahia (GGB) aponta que, em 2008, houve 55% mais crimes do gênero do que no ano anterior - 190 ante 122. Em 2007, o crescimento, na comparação com 2006, havia sido de 30%. O grupo lista desde 1980 os assassinatos de homossexuais no Brasil.

 

O dado, segundo o GGB, posiciona o País como o mais homofóbico do mundo, seguido por México, que registrou 35 casos de homossexuais assassinados no ano passado, e pelos Estados Unidos, com 25. Desde o início do levantamento, o total de homicídios considerados homofóbicos pela organização chega a 2.998.

 

O Estado onde houve mais assassinatos de homossexuais no ano passado, de acordo com a pesquisa, foi Pernambuco, com 27 casos. O levantamento, realizado com a coleta de reportagens nos meios de comunicação brasileiros, informa que 64% das vítimas eram gays, 32% eram travestis e 4%, lésbicas.

 

Com o avanço no número de crimes contra homossexuais, o GGB ameaça denunciar o governo brasileiro à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA), "por crime de lesa humanidade contra os homossexuais", segundo o fundador da entidade, o antropólogo Luiz Mott.

 

O grupo cobra da administração federal o urgente cumprimento das diretrizes do Programa Brasil Sem Homofobia, lançado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos em 2004. O plano inclui ações voltadas à promoção da cidadania e ao fortalecimento da defesa dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

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