Renato Araújo/Agência Brasil
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Horário de verão começa neste fim de semana; prepare-se

Principal objetivo da medida é economizar energia, aproveitando a luz natural ao longo do dia; veja dicas para se acostumar à mudança

Eduardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

15 Outubro 2015 | 17h11

BRASÍLIA - Com expectativa de economia de R$ 7 bilhões, o horário de verão começa à 0h de domingo, quando os relógios nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão ser adiantados em uma hora.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), a mudança de horário, que segue até a meia-noite do dia 21 de fevereiro nesses dez Estados mais o Distrito Federal, reduzirá a demanda em aproximadamente 2.610 megawatts (MW).

Nos últimos dez anos, a medida tem possibilitado uma redução média de 4,5% na demanda por energia no horário de pico e de 0,5% no total do Sistema Interligado Nacional (SIN). Essa economia é equivalente ao consumo mensal do Distrito Federal, que tem 2,8 milhões de habitantes. “É um benefício para o País e para o setor elétrico, porque significa economia nos investimentos em novas fontes de geração de energia”, afirmou o secretário executivo do MME, Luiz Eduardo Barata.

De acordo com ele, a previsão de economia feita pelo governo já leva em consideração a redução de consumo de energia decorrente da queda da atividade econômica no País neste ano. Barata avaliou também que a medida não tem importância maior neste ano por causa da estiagem e da baixa dos reservatórios das usinas hidrelétricas. “Os benefícios são importantes, mas poderíamos operar o sistema sem o horário de verão”, disse.

Para o ministério, além da economia proporcionada pela redução de demanda no horário de pico, o horário de verão possibilita uma maior segurança operacional da rede de transmissão, com maior flexibilidade para a realização de manutenções. A mudança de horário também possibilitaria a redução de cortes de carga em situações de emergência durante o período. 

O horário de verão é mais eficaz nos Estados mais distantes da Linha do Equador, onde há uma diferença mais significativa na luminosidade durante a estação. Por isso, a medida não é mais aplicada nas Regiões Norte e Nordeste do País.

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