Horário de Verão termina à meia-noite de sábado

Termina à meia-noite do próximo sábado o horário de verão. Com isso, os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País terão de atrasar seus relógios em uma hora. O horário de verão, medida que tem como principal objetivo evitar sobrecargas no horário de pico do consumo de energia (entre 19 horas e 22 horas), estava valendo desde o dia 16 de outubro do ano passado. A previsão inicial do governo era de que o horário de verão 2005/2006 proporcionasse uma economia diária de 2.340 megawatts (MW) no consumo de energia no horário de pico das regiões que tiveram o horário alterado. Isso é equivalente, por exemplo, ao pico do consumo em Santa Catarina. No verão passado, a redução foi praticamente a mesma, de 2.387 MW no horário de maior demanda. Em relação ao horário de verão que termina no sábado, porém, o Ministério de Minas e Energia informa que ainda não dispõe dos números fechados sobre a economia proporcionada. O balanço só deverá ser concluído na próxima semana, a partir de dados calculados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O governo avaliava, em outubro passado, que o horário de verão deste ano, além da redução da demanda por energia, resultaria em uma economia de R$ 35 milhões para o País, por evitar a necessidade de geração adicional de energia em usinas termelétricas nos horários de pico. O governo, porém, ainda não confirmou se esse nível de economia foi obtido. O principal objetivo do horário de verão é desafogar o consumo entre o fim da tarde e o começo da noite, na hora em que as pessoas chegam em casa do trabalho e tomam banho, ligam o televisor e as luzes da residência, aumentando a demanda por energia. Como no verão a luminosidade é naturalmente maior, a idéia de se adiantar os relógios em uma hora é a de se aproveitar ainda mais essa luz. Como anoitece mais tarde, as pessoas demoram mais para ligar as luzes de suas casas, e o sistema elétrico como um todo opera com mais folga, diminuindo-se os riscos de interrupção no fornecimento - os chamados "apagões".

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