Horário eleitoral no rádio reedita temas recorrentes

O horário eleitoral gratuito veiculado nas rádios neste sábado, 14, foi uma reedição dos programas apresentados desde quinta-feira, na volta da propaganda eleitoral dos candidatos à Presidência da República.O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a destacar o incremento da indústria naval no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, ocorrido na atual gestão, como exemplo de desenvolvimento e geração de emprego. O programa de Lula também citou o incentivo às pequenas e microempresas e a baixa dos custos na construção civil como forma de fomento ao setor.O Bolsa-Família também voltou a ser foco. Após um jingle sertanejo destacando o programa, Lula reiterou que pretende melhorar e ampliar a assistência. O presidente concluiu dizendo que seu governo conhece o caminho e está na trilha certa para o futuro: "O importante para qualquer governante é não se satisfazer com o que alcançou. O novo programa (de governo) é mais moderno e ambicioso". Lula adiantou que pretende transformar os próximos quatro anos, caso seja eleito, no maior ciclo de desenvolvimento econômico e social da história do País.Alckmin iniciou seu programa novamente alertando para "os boatos do Lula e do PT" sobre sua intenção de privatizar estatais, caso seja eleito. O tucano voltou a negar que pretenda tornar privado empresas como a Petrobras, Correios, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.Outro "boato" difundido pela campanha petista, segundo o programa do PSDB, seria o de que Alckmin interromperia o programa Bolsa-Família. Como vem afirmando desde a volta do horário gratuito nas rádios, Alckmin se comprometeu a melhorar e ampliar o programa, mesma proposta de seu adversário.O candidato disse que é preciso tomar cuidado com o que é "dito pelo PT", e recorreu aos seus "trinta anos de vida pública" para gabaritar sua idoneidade.AerolulaMais uma vez, o avião presidencial foi tema no horário eleitoral. Para o PT, vender o aerolula trata-se de uma demagogia tucana. Segundo o programa de Lula, o que seus adversários falam do avião não passa de "mentira deslavada". O argumento petista é o de que Alckmin, durante sua gestão à frente do governo de São Paulo, teria gasto muito mais dinheiro com passagens aéreas do que o custo do aerolula.De acordo com o programa de Lula, o avião não é do presidente, mas da Aeronáutica, além de ser um transporte seguro, que ajudaria o Brasil a incrementar suas política internacional e suas exportações.Alckmin, por sua vez, voltou a prometer que o avião será mesmo vendido, caso seja eleito. Com o dinheiro, prometeu a construção dos cinco hospitais já mencionados desde o debate entre os candidatos na TV Bandeirantes, há seis dias.O candidato tucano fechou sua participação no programa nas rádios deste sábado revelando seus projetos para diferentes regiões do Brasil, como melhorias nas estradas do Rio Grande do Sul e Pará, visando ao escoamento da produção agrícola local; a utilização das Forças Armadas no Centro-Oeste, evitando a atuação do tráfico de armas e drogas; a construção da refinaria da Petrobras em Pernambuco e moradias populares na Bahia.

Agencia Estado,

14 de outubro de 2006 | 08h08

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