Hospitais de SC contabilizam prejuízos com enchentes

Só em um hospital, serão necessários R$ 2 milhões para recuperar toda a estrutura

Agência Brasil

30 Novembro 2008 | 17h18

Os hospitais do estado de Santa Catarina também foram gravemente afetados pelas fortes chuvas, enchentes e deslizamentos de terra. Somente no Hospital Santa Catarina, em Blumenau, serão necessários R$ 2 milhões para recuperar a estrutura, segundo os cálculos do diretor-executivo da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde de Santa Catarina, Braz Vieira.  "O Hospital Santa Catarina teve quase todo o piso térreo atingido por deslizamento, incluindo clínicas, laboratórios e a parte administrativa. Apesar de todas as dificuldades, os hospitais estão se superando e conseguindo se restabelecer agora que as águas estão baixando", contou Vieira. De acordo com o representante da federação, o hospital mais danificado foi o Santa Inês, de Balneário Camboriú. "A cozinha, a ala pediátrica e o setor de isolamento dos pacientes foram totalmente destruídos. Ele sofreu danos muito grandes. A alimentação está sendo adquirida por serviços terceirizados", explica. Vieira acredita que o hospital de campanha das Forças Armadas, que passa a funcionar a partir desta segunda, 1º, próximo a Itajaí, dará um suporte importante no atendimento às doenças que surgirão depois da enchente. Entre elas a leptospirose, o tétano e a hepatite. A Defesa Civil do estado soltou um comunicado neste domingo, 30, alertando a população para a prevenção dessas doenças. Uma das orientações é ferver a água antes de consumi-la para evitar contaminação por hepatite. "Os principais problemas que estão sendo atendidos nos hospitais hoje são cortes por vidro, corte por arame, ferimentos e perfurações", enumera Vieira.  Ele recomenda que as pessoas evitem transitar sem calçado fechado pelas ruas porque há muito material entulhado nas calçadas, alguns ainda submersos. A medida evita perfurações e possíveis infecções. Vieira destaca que os funcionários dos hospitais e centros de saúde estão sendo muito importantes no restabelecimento do atendimento. "Os funcionários também são vítimas, muitos deles perderam parcial ou totalmente suas casas. É importante reconhecer essa atuação, eles têm trabalhado como forma de amenizar a própria situação. Agora é reconstruir. A manutenção da vida é o principal objetivo, os danos materiais são recuperáveis através do trabalho, do esforço coletivo", avalia.

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