Hospital cardiológico do Rio é eleito modelo

Premiado pelo governo federal como modelo de gestão, o projeto de cirurgia cardíaca do Instituto Nacional de Cardiologia Laranjeiras, na zona sul do Rio, quadruplicou o número de procedimentos hospitalares nos últimos quatro anos.O objetivo do projeto é diminuir o déficit de oferta de cirurgias cardíacas no Estado. De acordo com o diretor do instituto, Carlos Scherr, foram realizados 948 procedimentos no ano passado, ante 250 em 1997."Apesar do aumento de cirurgias, não houve grande variação de verba nesse período", diz ele. "Nosso orçamento, que era de R$ 15 milhões há quatro anos, é hoje de R$ 21 milhões, mas boa parte do material que se usa em cardiologia é importado, o que aumentou nossos custos", afirmou Scherr. Segundo o cardiologista, o hospital passou a ter um "padrão de qualidade de excelência"."O gerenciamento de cirurgias cardíacas no Estado era caótico. Tínhamos altos custos e resultados não desejados, porque se um segmento não funciona você não tem cirurgia", afirma.A coordenadora do projeto, Regina Maria de Aquino Xavier, diz, porém, que ainda há déficit de cirurgias no Rio. "O projeto vem cumprindo sua missão, mas ainda é muito grande o número de pessoas aguardando na fila", diz ela.Regina destaca como principais medidas do projeto a uniformização de condutas, o controle de qualidade e o treinamento de funcionários.O Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras possui 195 leitos - é o maior do Estado em sua especialidade - e 800 funcionários, entre cardiologistas, cirurgiões e enfermeiros. Realiza 80% das cirurgias cardíacas em crianças no Rio.Segundo Scherr, a unidade tem capacidade de gerenciar mil cirurgias externas por ano, além das mil que pretende fazer este ano. "O prêmio é o reconhecimento de que o Ministério da Saúde tem investido, e o hospital, correspondido", disse Scherr, que é diretor do instituto há oito anos.

Agencia Estado,

26 de outubro de 2001 | 23h26

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