Hospital confirma alta de Henry Sobel

A assessoria de imprensa do Hospital Albert Einstein, no Morumbi, zona sul de São Paulo, confirmou na tarde deste sábado, 7, que o rabino Henry Sobel, de 63 anos, terá alta neste sábado, por volta das 19 horas. Ele vai sair apenas a partir deste horário por causa do Shabat, o dia do descanso entre os judeus, que deve vigorar até 18h40. Sobel foi hospitalizado há oito dias por apresentar sinais de descontrole emocional e alterações de comportamento. Ele foi internado um dia depois da divulgação no Brasil de que fora detido nos Estados Unidos, no dia 23 de março, acusado de furtar gravatas de grife em lojas de luxo em Miami. Explicações Na quinta-feira, 5, em entrevista exclusiva ao Estado, Sobel, demonstrando muita tranqüilidade, atribuiu o furto das gravatas a um ato falho. ?Não fui eu que cometi aquele ato, foi um fato, foi algo que não sei explicar, foi um ato... qual é a expressão? Foi um ato falho, como se diz? Jamais tive a intenção de cometer aquilo. Aconteceu sem controle e sem uma memória precisa dos fatos.? Para o rabino, que mantinha seu quipá púrpura, marca registrada, sobre o parapeito da janela ao lado da cama do hospital, a mistura de medicamentos provocou um ?lapso em sua cabeça?. ?Eu não estou explicando porque não compreendo. E certamente não posso justificar. Acredito que houve algo que dominava a minha pessoa naquele momento. E aquele algo, infelizmente, não fui eu mesmo. Em poucas palavras, perdi o controle da dimensão da crise - hoje, plenamente consciente. E hoje, muito disposto a praticar um ato de tshuva, em hebraico - ?T?, de Teresinha, ?S?, de Salvador, H, de Henry, U, V, de Vitória, A. Tshuva significa arrependimento. Reconhecer o erro, dar uma volta para trás e um pulinho para cima.? Papa Sobel afirmou que quer encontrar-se com o papa Bento XVI. ?O convite foi reconfirmado. E pretendo, se tiver oportunidade, pedir perdão. Não ao papa, porque não sou católico. Eu peço perdão a mim mesmo e a Deus, o Deus dos judeus.? Logo depois, acrescentou: ?Eu pretendo, na presença do papa, sentir a humildade dele e fazer com que um pouco dessa humildade entre na minha alma. Quem sabe com uma pequena dose de humildade a mais, eu tenha condições de transformar esse incidente em algo positivo. Tenho muito carinho e respeito por este papa. Se eu tiver oportunidade de contar minha história a ele, tenho certeza absoluta que ele vai me perdoar. Ao pedir perdão ao papa, simultaneamente, vou pedir perdão ao Deus de Abraão, Isaac e Jacó, o Deus dos profetas, o Deus do povo de Israel. E, por extensão, a meus amigos que sofreram e estão sofrendo comigo.? O rabino disse que, na presença do papa, vai rezar pelos pecados cometidos por todos os homens. ?Pretendo me apresentar ao papa não como santo e sim como um ser humano, profundamente arrependido daquilo que aconteceu na Flórida.?

Agencia Estado,

07 Abril 2007 | 15h49

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