Hospital deve pagar terapia para família por troca de bebês

O Hospital São Luiz, de Presidente Prudente, foi condenado a arcar com os custos de tratamento psicológico de uma família prejudicada pela troca de bebês ocorrida na sua maternidade em 25 de setembro 1990. A sentença, em liminar concedida pelo juiz da 5ª Vara Cível de Prudente, Sérgio Barbosa de Moraes, tenta reparar os danos sofridos pela mãe e seu filho de criação, um adolescente, hoje com 16 anos, trocado no berço pela verdadeira filha, que ficou com os pais do rapaz.Em outubro do ano passado, as duas famílias, residentes em Prudente, conseguiram comprovar a troca dos bebês por meio de exames de DNA. Apesar da comprovação do erro na maternidade, os filhos não foram destrocados e as duas famílias, cujas identidades não foram divulgadas, passam atualmente por um programa de readaptação familiar. A decisão de mudar ou não de família, após o tratamento, será dos adolescentes, que há sete meses passam por atendimento psicológico.A liminar obriga o hospital a bancar o tratamento por tempo indeterminado sob pena de multa diária de R$ 1 mil, mas vale apenas para a família do adolescente. A família da menina paga os tratamentos com recursos próprios. "Houve um transtorno; o rapaz apresentou queda de rendimento escolar e a família teve uma desestabilização estrutural muito grande", dizem os advogados Elias Lima Filho e Luciano Cordeiro Pereira, autores da ação, que além da liminar, pedem uma indenização por danos morais de R$ 200 mil. Outra Condenação Em outra condenação, no início deste mês, o hospital foi condenado a indenizar uma mãe e seu filho em R$ 212 mil cada um pela troca de crianças ocorrida em 15 de dezembro de 1968. A troca também só foi descoberta no ano passado.

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