Hospital é obrigado a indenizar paciente prejudicado

O Hospital São Luiz, de São Paulo, foi condenado a pagar ao instrutor de kung fu André Mamatov Lipovsky pensão mensal provisória de cinco salários mínimos.Ele traz, há quase cinco anos, um fio de aço em seu sistema cardiovascular. O material teria sido "esquecido" em seu corpo por uma equipe médica.A condenação resulta de decisão unânime da 5ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça (TJ), que indeferiu o recurso do hospital. O acórdão está sendo registrado para posterior publicação. O Estado não conseguiu falar com os diretores do hospital.O advogado Paulo Esteves pleiteia a condenação definitiva do hospital. Ele reivindica pensão mensal de R$ 7 mil a título de "verba alimentar".Apoiado em laudos médicos, ele argumenta que o instrutor está impossibilitado de prover a própria subsistência.O drama de André começou em novembro de l996, quando sofreu grave acidente automobilístico próximo a Registro. Ele foi atendido por um hospital local e, posteriormente, transferido para o São Luiz. Há alguns meses, ele teve problemas respiratórios, cansaço e indisposição. Após fazer uma radiografia, descobriu o fio metálico no corpo.Em audiência de conciliação realizada de julho, as partes entraram em acordo quanto ao procedimento cirúrgico para a retirada do catéter. Lipovsky será submetido a uma avaliação médica e caberá a ele escolher o procedimento de retirada do fio. O hospital pagará as despesas médicas.

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