Hospital inaugurado por Dom Pedro II em favela do Rio está abandonado

Quase 800 famílias invadiram o terreno que tem mais de 20 mil metros quadrados

Marcelol Gomes , O Estado de S. Paulo

06 Março 2013 | 12h29

RIO - Após a interrupção das atividades do hospital pelo governo do Estado, o terreno de cerca de 20 mil metros quadrados foi invadido. Atualmente vivem quase 800 famílias no local, segundo Balbino. O prédio principal do hospital, que também está ocupado por famílias sem-teto, foi inaugurado em 9 de novembro de 1889 pelo imperador Dom Pedro II, seis dias antes da Proclamação da República.

Em 3 de julho do ano passado, o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, e o presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), Ícaro Moreno, estiveram no local e anunciaram a construção de apartamentos no terreno, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

As famílias invasoras seriam removidas e receberiam aluguel social até a entrega dos imóveis. Entretanto, sete meses depois, não há nenhum sinal de obras no local. "Falaram para os moradores abrirem conta bancária para receberem o aluguel social, mas até agora nada aconteceu. Ligo para a Emop e não me dão qualquer explicação", afirmou Balbino.

Outro lado. A Secretaria estadual de Saúde informou que caberia à Emop se pronunciar sobre as obras. Em relação ao fechamento do hospital, a Secretaria disse que os pacientes que eram tratados na unidade foram transferidos para o Hospital Federal dos Servidores, no centro da cidade.

Já a Emop informou que o terreno onde funcionava o hospital pertence à União, e que o projeto ainda está em negociação com o governo federal. Os órgãos não se manifestaram sobre o estado de abandono do prédio do hospital inaugurado no século 19.

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