Hospital usava nomes de celebridades para fraudar o SUS

A cantora Ivete Sangalo e as atrizes Juliana Paes, Letícia Spiller, Carolina Dieckman, Vera Holtz, entre outras celebridades da televisão brasileira estão na lista de "pacientes" do Hospital Sanatório de Maceió, como se tivessem se submetido ao teste de mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O escândalo foi descoberto pela auditoria do Ministério da Saúde e envolve o superfaturamento nas contas do SUS. A auditoria do Ministério da Saúde, de número 4051, revelou outras irregularidades no hospital que está sendo investigado pelos auditores. O vereador George Sanguinetti (PTB) fez duras críticas ao Hospital Sanatório na sessão de quinta-feira, 12, da Câmara de Maceió. "Existe uma quadrilha dentro do Hospital Sanatório. Eles acusam uma funcionária terceirizada, mas o esquema deve ter sido organizado por um doutor. Tem ladrão de anel no dedo organizando o roubo do dinheiro público", acusou o parlamentar. Segundo o vereador, os responsáveis pelo esquema que fraudava a quantidade de exames patrocinados pelo SUS no Hospital Sanatório precisam ser responsabilizados o quanto antes e o Ministério Público Federal tem que agir no sentido de cobrar explicações e a devolução de todo o dinheiro que foi recebido indevidamente. O vereador Thomaz Beltrão (PT) ratificou a cobrança feita pelo colega Sanguinetti e disse que tem informações, de pessoas da área médica do Hospital, que confirmaram manipular pacientes e informações para receber mais recursos do governo federal. "Eles admitiram que seguram pacientes para dar lucro à unidade de saúde. É uma relação promíscua que existe entre os hospitais e o SUS. Os diretores burlam o sistema para ganhar mais, já que o Ministério da Saúde paga pouco", denunciou Thomaz Beltrão. Outro lado A direção da unidade de saúde nega envolvimento na fraude e disse que o dinheiro recebido de forma irregular já foi devolvido ao governo federal.

Agencia Estado,

13 Abril 2007 | 19h40

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.