Hotel de luxo no DF não paga taxa e hóspedes são despejados

O tradicional Hotel Nacional tem dívida que já teria ultrapassado R$ 30 milhões e pertencia ao ex-dono da Vasp

ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

01 Setembro 2007 | 16h16

Primeiro hotel de luxo da capital federal e intimamente ligado à história política do País, o Hotel Nacional foi obrigado neste sábado, 1, a retirar seus hóspedes dos quartos por decisão da Justiça. Cerca de 300 clientes foram avisados do despejo, no início da manhã, por meio de um papel deixado embaixo da porta pela gerência do hotel. Surpreendidos com o aviso, eles tiveram que arrumar a bagagem e deixar o local rapidamente. A Justiça de Brasília determinou o despejo dando reintegração de posse à empresa dona do terreno, o banco Rural. O Grupo Canhedo, que administra o hotel, não paga a taxa de administração do imóvel há mais de três anos. A dívida já teria ultrapassado R$ 30 milhões. O grupo, de propriedade do empresário Wagner Canhedo, já foi dono da Vasp. No início da tarde, os administradores conseguiram cassar a liminar de despejo e o hotel voltou a funcionar normalmente, mas a imprensa foi proibida de entrar no local. Apenas alguns hóspedes voltaram ao hotel. "Foi um experiência fantástica", ironizou o consultor Antonio Paim, morador do hotel há três meses. Paim contou que recebeu um papel da gerência do imóvel por debaixo do quarto com o aviso de que teria de deixar o quarto imediatamente. O Procon notificou o hotel com o pedido de informações dos nomes de todos os hóspedes que foram despejados. O presidente do órgão no Distrito Federal, Peniel Pacheco, esteve no local. Segundo ele, os prejudicados podem entrar com uma ação por danos morais e materiais contra o grupo que administra o hotel. "Houve quebra de contrato entre o hotel e os hóspedes", disse Pacheco. O Hotel Nacional já recebeu hóspedes ilustres como Rainha Elisabeth II da Inglaterra e foi por muito tempo o hotel preferido do ex-presidente Itamar Franco.

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