Houve falha humana em acidente no Rio, aponta delegado

O depoimento dos quatro sobreviventes do acidente com uma traineira e o navio cargueiro Roko, em 17 de outubro, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, terminou por volta 15 horas desta terça-feira, 31. Dois mergulhadores contaram ao delegado federal Nélio Ribeiro de Oliveira que o mestre-arrais da Costa Azul fez soar três apitos segundos antes da batida contra o cargueiro. Esses apitos indicam que a embarcação está dando marcha-ré. "Eu não tenho dúvida de que a falha foi humana", afirmou o delegado, após ouvir os depoimentos. "Ninguém entendeu a tentativa de manobra do mestre-arrais. O que tem de certo até agora é que o Costa Azul fez uma manobra imprevisível e ninguém sabe explicar o porquê", afirmou o delegado. Os mergulhadores também disseram que não perceberam nenhuma guinada feita pelo mestre-arrais. O delegado lembrou, no entanto, que eles estavam distraídos e que a manobra pode ter sido feita sem que eles notassem. O cargueiro Roko, vinha de Itajaí, em Santa Catarina,na noite de 17 de outubro e seguia viagem para a Ucrânia, quando bateu de frente na lateral esquerda do pesqueiro. Dos 12 ocupantes do Costa Azul, no momento da batida, quatro que estavam no convés foram jogados para fora do barco e sobreviveram. Os outras oito, que estavam no interior da cabine do barco, morreram.

Agencia Estado,

31 de outubro de 2006 | 15h23

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