Ibama quer cancelar licenças de serrarias

Além de multar e embargar serrarias de Nova Ipixuna, no sudeste do Pará, o Ibama anunciou que apresentará ao governo do Estado requerimento para o cancelamento das licenças ambientais de 12 madeireiras da cidade.

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2011 | 00h00

Segundo o instituto, a medida se deve ao fato de as empresas continuarem cometendo irregularidades mesmo após a aplicação de multas, apreensão de maquinário e outras punições.

Sem licença ambiental, todas as serrarias da cidade, palco do assassinato dos líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, terão de deixar de operar.

Na operação de fiscalização deflagrada após o assassinato, o Ibama aplicou R$ 752,3 mil em multas e fechou cinco madeireiras. Os fiscais também destruíram fornos ilegais de carvão e multaram assentados que se associaram a madeireiras para exploração irregular da floresta dentro do Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira.

Segundo o instituto, o objetivo das multas é interromper o desmatamento, em um primeiro momento, e descapitalizar os infratores, a longo prazo. "Mesmo quando a multa não é paga, as empresas têm de desembolsar recursos para pagar advogados", disse Marco Vidal, coordenador da operação.

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