IBGE: 63,7% acreditam que cor ou raça influencia na vida das pessoas

Instituto divulgou resultados de pesquisa sobre características étnico-raciais nesta sexta-feira

Tiago Rogero e Luciana Nunes Leal, estadão.com.br

22 Julho 2011 | 10h14

RIO - O IBGE divulgou na manhã desta sexta-feira, 22, os resultados do estudo "Pesquisa das Características Étnico-Raciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça", realizado em seis Estados. Segundo a pesquisa, mais da metade dos entrevistados (63,7%) disseram que a cor ou raça influencia a vida das pessoas.

 

A principal situação em que isso acontece, segundo os entrevistados, é no trabalho, citado por 71%, seguida por "relação com justiça/polícia" (68,3%), "convívio social" (65%), "escola" (59,3%) e "repartições públicas" (51,3%). No Distrito Federal, que teve os maiores porcentuais e percepção de influência de cor ou raça, 86,2% dos entrevistados citaram trabalho, e 74,1%, a "relação com justiça/polícia". Na Paraíba, 49,5% acreditam que a questão influencia no "casamento".

 

As informações foram coletadas em 2008, em uma amostra de cerca de 15 mil domicílios, no Amazonas, Paraíba, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal. Dos entrevistados, 96% afirmaram que saberiam se autoclassificar de acordo com a cor ou raça.

 

Ao fazê-lo, 29,5% dos entrevistados usaram dois termos que não constam nas categorias de classificação do IBGE: "morena" (21,7%, com as variações "morena clara" e "morena escura") e "negra" (7,8%). Entre as classificações do IBGE, os resultados foram: branca (49,0%), preta (1,4%), parda (13,6%), amarela (1,5%) e indígena (0,4%).

 

Alguns entrevistados também autoclassificaram sua cor ou raça pelos termos "brasileira", "mulata", "mestiça", "alemã", "clara" e "italiana", todos com menos de 1%. O termo "morena" foi mais utilizado no Amazonas (49,2%), Estado com o menor porcentual para a cor "branca" (16,2%). O maior porcentual da resposta "negra" foi no Distrito Federal (10,9%), onde as respostas "branca" e "parda" tiveram proporções iguais (29,5%).

 

O critério mais usado para a autoidentificação de cor ou raça foi "cor da pele", citado por 74% dos entrevistados, seguido por "origem familiar" (62%) e "traços físicos" (54%).

 

 

 

 

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