IBGE manterá pesquisa de orçamento familiar

Segundo o diretor de Pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, não há nenhuma outra pesquisa sob risco

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

27 Março 2015 | 22h07

RIO - Apesar do cancelamento da Contagem Populacional em 2016, a realização da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) prevista para este ano está garantida, afirmou nesta sexta-feira, 27, Roberto Olinto, diretor de Pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Segundo ele, não há nenhuma outra pesquisa sob risco. “A informação foi que nós não conseguimos recompor o orçamento necessário para fazer a contagem populacional”, disse Olinto, lembrando que o corte orçamentário que atingiu a pesquisa já tinha sido informado em 2014, embora o IBGE tentasse contornar a situação. 

A POF consome aproximadamente R$ 10 milhões, informou Olinto. Já a contagem populacional exigiria um investimento de cerca de R$ 2,6 bilhões - R$ 194 milhões apenas para os preparativos que seriam necessários neste ano. 

Diante do cancelamento da contagem em 2016, o IBGE ainda não tem previsão de quando o levantamento censitário poderá ser feito. Os dados são a base para os repasses do Fundo de Participação dos Municípios, o que pode causar contestações na Justiça, pois o instituto terá de dar ao governo só estimativas sobre o total da população. 

“Esses questionamentos jurídicos acontecem o tempo todo, com ou sem contagem (populacional). Não vai mudar nada”, afirmou Olinto. As associações de prefeitos, porém, já reclamaram da situação. 

Censo 2020. Apesar da proximidade cada vez maior do Censo 2020, o diretor de Pesquisas declarou considerar ser ainda muito cedo para dizer que a contagem populacional não acontecerá até lá. Quanto ao pedido de concurso público feito pelo IBGE ao Ministério do Planejamento para o preenchimento de 660 vagas ainda este ano, Olinto preferiu não avaliar os impactos que uma possível recusa por parte do governo teria sobre o andamento das pesquisas. “É uma reposição de pessoal necessária. Houve um crescimento de aposentadorias”, confirmou ele, acrescentando, porém, que o trabalho no IBGE ainda não foi afetado pelo esvaziamento do quadro funcional. 

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