IBGE: Um a cada 2 brasileiros se sente inseguro mesmo em casa

Estudo do Pnad 2009 revela que 77 milhões de pessoas têm medo de andar pelas ruas por causa da violência

Luciana Nunes Leal e Felipe Werneck, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2010 | 11h34

RIO - Apenas 52,8% dos brasileiros, pouco mais da metade da população do País, com 10 anos ou mais se sentem seguros nas cidades onde vivem, revela o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Suplemento de Vitimização e Justiça da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, divulgado nesta quarta-feira, 15. São 77 milhões de pessoas com medo de andar pelas ruas por causa da violência.

 

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A sensação de segurança aumenta gradativamente quando a referência é o bairro de residência, onde 67,1% declararam se sentir seguros, e o domicílio (78,6%). Ou seja: à medida que a população se afasta do local onde mora, o sentimento de insegurança aumenta. Mas, mesmo em casa, quase um em cada cinco brasileiros se sentia inseguro.

 

Os menores porcentuais de sensação de segurança foram registrados na Região Norte: 71,6% no domicílio, 59,8% no bairro e 48,2% na cidade. O Estado do Pará lidera o ranking nacional de insegurança. Lá, apenas 36,9% se sentiam seguros nas cidades onde moravam. Já a Região Sul apresentou as maiores proporções de sentimento de segurança: 81,9%, 72,6% e 60,5%, respectivamente.

 

A maior sensação de segurança foi registrada em Tocantins. O estudo mostra que quanto maior é a renda das famílias, maior a sensação de segurança nos domicílios. Já para os bairros e cidades, a relação se inverte, com maior sentimento de segurança entre as famílias com menores rendimentos.

 

Moradores de áreas rurais se sentem mais seguros. Quando a referência é a cidade onde vivem, a diferença chegou a quase vinte pontos porcentuais em relação a moradores de áreas urbanas: 69,3% se sentem seguros em áreas rurais, ante 49,7%. Os homens se declaram mais seguros que as mulheres tanto em casa como no bairro e na cidade. A sensação de segurança estava mais presente na faixa etária de 10 a 15 anos.

 

Atualizado às 19h48 para acréscimo de informação

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