IC diz que fita que incrimina grávida em assalto não é montagem

Polícia pretende confrontar voz da fita com a da funcionária do posto

Evandro Fadel, do Estadão,

26 Setembro 2007 | 17h56

A fita cassete com suposto diálogo entre a funcionária de um posto de combustível de Curitiba, que foi baleada durante roubo em maio, e um dos acusados do assalto, em que ela assumiria a autoria intelectual do crime, não possui nenhuma adulteração e nem foi editada. O laudo do Instituto de Criminalística do Paraná foi entregue na manhã desta quarta-feira, 26, ao delegado de Furtos e Roubos, Rubens Recalcatti, responsável pelas investigações.   Agora, ela será analisada pelo Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, para identificar se as vozes são realmente de Patrícia Cabral da Silva e Luiz Carlos Cândido. No caso da voz que seria de Cândido, a identificação será mais difícil, porque ele continua foragido. "A fita não foi modificada, não sofreu nenhuma edição, agora vamos esperar o confronto de vozes, que deve demorar mais algum tempo", disse o delegado.   A amostra da voz de Patrícia deve ser colhida nos próximos dias. "Descobriremos se a voz na gravação é realmente autêntica", acentuou Recalcatti. No diálogo gravado por Cândido, sob orientação do advogado de um dos acusados, a moça confessa que teria tramado o assalto e o tiro, com vistas a pedir indenização de R$ 150 mil.   Segundo as investigações, a bala alojou-se no abdome dela e, por pouco, não atingiu a filha que ela esperava. A criança nasceu em agosto. Dos três acusados do assalto, foram presos Márcio Leandro Resende e Sidimar Tiago Oliveira, que seria o autor do tiro. "Estamos atrás de Cândido também e vamos continuar nosso trabalho para prendê-lo", acentuou o delegado.   No assalto foram levados cerca de R$ 60 mil, que estavam em um cofre, igualmente carregado. O sistema de câmeras de segurança gravou a atuação do trio. Patrícia, de 22 anos, foi indiciada no inquérito, há cerca de 15 dias, quando a fita foi apresentada. Um possível pedido de prisão preventiva somente deve ser feito depois do laudo de identificação das vozes.

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