Ideli diz que Berzoini pode voltar à presidência do PT após 2º turno

A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), admitiu nesta segunda-feira que o deputado Ricardo Berzoini, presidente licenciado do PT, poderá voltar à direção do Partido logo depois do segundo turno das eleições presidenciais. "Ele não renunciou. Ele apenas pediu afastamento e, se quiser, pode retornar depois do processo eleitoral", afirmou a senadora.Nesta segunda-feira, durante agravação de entrevista para o programa Roda Viva, o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), destacou que foi dele a iniciativa de afastar Berzoini da campanha à reeleição porque o então presidente nacional do partido não teria conseguido dar explicações satisfatórias sobre o envolvimento de seu nome e de petistas subordinados a ele no caso da compra do dossiê Vedoin, que contém denúncias envolvendo candidatos tucanos.Ideli lembrou, no entanto, que Berzoini foi "demitido da campanha, sim" e não do PT. No caso do partido, foi Berzoini que tomou a decisão de se afastar e, como sua saída da presidência não chegou a ser votada pela Executiva, ao menos em tese ele pode voltar à presidência do PT depois do dia 29 de outubro, disse a senadora.Ela admite, no entanto, que a permanência de Berzoini na presidência do partido vai depender do desenrolar das investigações sobre o dossiê. Mas lembrou que as declarações de Berzoini são de que não tomou conhecimento, não teve participação e nem deu ordens para a compra do dossiê. Campanha preconceituosaIdeli disse também que pretende entregar ainda hoje ao presidente do Tribunal Superior eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, uma série de folhetos que comprovam a "campanha preconceituosa" que está sendo feita contra Lula. A líder referia-se a uma série de adesivos que imitam uma placa de trânsito sinalizando proibido (um círculo vermelho com um corte transversal) tendo ao fundo uma mão desfalcada do dedo mínimo. O adesivo traz ainda a frase "Lula - Mais quatro anos, não". Adesivos semelhantes foram fotografados em várias cidades de Santa Catarina e chegaram a ser apreendidos por ordem judicial no Rio Grande do Sul, quando estavam sendo distribuídos por militantes do PSDB que faziam campanha para a candidata tucana ao governo gaúcho, deputada Yeda Crusius. O material foi apreendido por determinação da juíza Ângela Maria Silveira, que determinou busca e apreensão dos adesivos por considerá-los uma manifestação preconceituosa em relação ao presidente da República. "Quero ir pessoalmente ao TSE para comunicar de forma oficial ao presidente do TSE que isto está ocorrendo", disse Ideli, reconhecendo que como líder não tem prerrogativa para entrar com representação contra o PSDB em função da campanha. "Vou ao supremo porque isto não faz bem ao país, nem à democracia e nem ao processo eleitoral", afirmou. Este texto foi alterado às 18h52 com inclusão de informação

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