Beto Barata/AE
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Ideli promete ser amável no cargo e pede convergência

Agora responsável pela articulação, petista, com fama de durona, acena com novo perfil; Luiz Sérgio desabafa: ''fiz o que pude''

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2011 | 00h00

BRASÍLIA

A nova ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, usou a solenidade de posse, ontem, para remontar a biografia. Sai a ex-senadora de "pavio curto" e integrante da "tropa de choque" do governo Lula e entra em campo a ministra "afável", disposta a dizer não com "amabilidade".

Depois de lembrar que "a Ideli dos oito anos no Senado cumpriu tarefas e responsabilidades diferentes das que inicia hoje", a nova ministra explicou que seu trabalho será de "conversar, conversar e negociar". Ao entregar o cargo que ocupava, o Ministério da Pesca, ao colega Luiz Sérgio, a ministra fez um pedido: "Cuide bem dos meus peixinhos".

Depois de afagar os parlamentares, que lotavam o salão Oeste do Planalto, dizendo que eles "representam os mais sinceros anseios da população", Ideli Salvatti prometeu até um tratamento "republicano" para a oposição. "Nossa disposição, tenho certeza, é de trabalhar juntos, parceiros. Contem comigo, conversem comigo, divirjam e convirjam comigo."

Ao fazer uma retrospectiva de sua própria atuação, a ministra disse que ganhou "mais batalhas conciliando do que divergindo" e disse que mesmo quando for necessário dizer um não o fará com "habilidade e amabilidade".

A nova ministra também rascunhou uma autobiografia. Quem a conhece, disse, sabe que não é uma "pessoa de duas palavras" e "nem de quebrar acordos". Prometeu, em seguida, que todos os acordos "serão cumpridos, mas se modificados, comunicados e negociados com todas as lideranças".

Luiz Sérgio, criticado pela incapacidade de atender demandas da base e por não ter acesso direto à presidente, usou seu discurso para se defender. Listou os projetos aprovados no Congresso durante sua gestão, além de destacar o fato de ter recebido deputados, senadores, prefeitos e governadores. "Dentro do raio de ação da pasta, fiz o que era possível." Disse que ouviu mais do que falou e encaminhou todas as reivindicações.

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