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Identificação de vítimas do voo 447 deve começar semana que vem, diz familiar

Análise dos corpos deve demorar cerca de 4 meses, segundo presidente da associação de parentes

Ítalo Reis, estadão.com.br

15 de junho de 2011 | 12h59

SÃO PAULO - Os 104 corpos das vítimas do voo AF 447 estão previstos para chegar em território francês nesta quinta-feira, 16, de acordo com autoridades que acompanham a investigação. Os restos devem começar a passar por análise para identificação nos próximos dias e os primeiros resultados de DNA já podem sair em algumas semanas. A expectativa, porém, é que o processo demore cerca de quatro meses, segundo Nelson Faria Marinho, presidente da Associação de Familiares das Vítimas do Voo AF-447.

 

"O navio com o container está atracando na cidade (de Bayonne, no sudoeste da França) e a análise deve começar na semana que vem. Os embaixadores brasileiro e francês vão até lá para receber e acompanhar o desembarque", disse ao estadão.com.br o representante das famílias brasileiras. Segundo ele, o banco de dados da Polícia Federal, usado na identificação dos 51 corpos resgatados há dois anos, vai ajudar o governo francês, para agilizar o processo.

 

Nesta quarta-feira, as associações de vítimas do Brasil, Alemanha, França e Itália se reuniram com representantes da Air France, Airbus e autoridades de investigação franceses para discutir a identificação dos corpos. No encontro, ficou decidido que as informações, assim que as vítimas forem identificadas, serão repassadas aos consulados, que avisarão às famílias. Em seguida, os restos serão levados para seus países. "O translado dos corpos vai ser todo custeado pela seguradora e pela Air France", disse Marinho.

 

Por causa do tempo - o avião caiu no Atlântico em 31 de maio de 2009, matando as 228 pessoas que estavam a bordo -, todos os caixões serão entregues às famílias selados . A pressão provocada pela profundidade também afetou as condições dos corpos.

 

Agora, a sensação dos familiares é de apreensão, de acordo com Nelson Marinho. "As famílias estão na expectativa. Em alguns casos, era mais de uma pessoa a bordo. Daí fica a dúvida 'Será que meu pai vai ficar lá (no fundo do mar), ou minha mãe? Ou os dois foram trazidos?'. Todos estão numa situação de sofrimento", comentou ao lembrar que 74 corpos não foram resgatados do oceano.

 

 

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