Identificado o corpo da 17ª vítima de desabamento no Rio de Janeiro

Engenheiro apresentado como responsável pelas obras no Edifício Liberdade foi ouvido hoje no Crea

Priscila Trindade, do estadão.com.br, texto atualizado às 20h14

08 Fevereiro 2012 | 20h08

SÃO PAULO - Foi identificada na tarde desta quarta-feira, 8, a 17ª vítima do desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, o corpo de Omar Mussi foi identificado por exames de DNA. Outras cinco pessoas estão desaparecidas.

No dia 25 de janeiro, três prédios ruíram na Rua Treze de Mario por volta das 20h30. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) trabalha com a hipótese de que o acidente tenha sido causado por obras irregulares realizadas no Edifício Liberdade, de 20 andares. Os outros dois prédios teriam desmoronado com o impacto da queda do primeiro.

O engenheiro Paulo Sérgio Cunha Brasil foi ouvido hoje no Crea. Ele foi apresentado pela empresa TO Tecnologia Organizacional como responsável pelas obras no Edifício Liberdade, um dos três prédios que desabaram. O órgão apura como eram feitas as obras nos andares da empresa.

Segundo o Crea, as respostas dadas pelo engenheiro foram consideradas insuficientes para levantar as possíveis causas do acidente e determinar os responsáveis técnicos pelas obras que aconteciam em dois andares do edifício, ocupado pela empresa de tecnologia.

Segundo os representantes da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes (Capa), o profissional negou ser responsável pelas intervenções que aconteciam no edifício. Paulo Sergio poderá sofrer uma penalidade, que pode ser uma multa, por não ter feito a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) do serviço prestado à empresa. A Capa irá convidar, na próxima semana, o síndico do Edifício Liberdade para ser ouvido.

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